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Beto Carrero
Escola Mágica é um dos quatro grupos locais selecionados

Mostra não competitiva se realizou em diversos pontos da cidade

 

Chegou ao fim no domingo (17), a 5ª edição do Festival de Teatro de Balneário Piçarras. A Fundação Cultural estima que cerca de 1.500 pessoas tenham participado da programação do festival. Durante cinco dias, 11 grupos de Piçarras e outras seis cidades catarinenses, apresentaram 11 espetáculos em diversos pontos do município.

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Diferente do festival realizado na década de 1990, a versão atual não é competitiva e os grupos recebem cachê para participar. Na agenda estadual estiveram em cartaz: “Tomara que não chova! Ou a incrível história do homem que se transformou em cachorro”, “Tenha DÓ Pocket Show”, “Homem Pedal”, “Breve curso prático de administração de tempo”, “Ronin Luz e Sombra” e “Meu Pai é um homem pássaro”.

Os grupos locais selecionados apresentaram “Virtude da Mediocridade”, “Folhetim” e “A Pensão da Madame Consuelo”. Como convidado, o grupo Volta do Poço encenou “Quirino, o marido da Bilica”, que foi selecionada no Edital Ivone Pires de Apoio à Cultura .

2016 04 18 teatroEncenações ao ar livre marcaram programação (Foto: Divulgação | PMBP)

Segundo o assessor de apoio administrativo da Fundação Cultural, Vanderlei Lazzarotti, o público neste ano foi formado na maioria por moradores.

- Em 2014, era mais de fora da cidade.Neste ano, vimos mais pessoas do município. Em todos os espetáculos tivemos mais de cem de pessoas assistindo - afirma. Na noite sábado (16), segundo Lazzarotti, 172 pessoas assistiram à peça “A Pensão da Madame Consuelo”, do grupo Filhos de Santo Antônio.

Mais produções

A participação de quatro grupos locais empolgou os organizadores. Segundo Lazzarotti, as produções também estão se profissionalizando mais. Ele diz que Piçarras está no caminho de ter um dos maiores festivais realizados por meio de edital no estado. “Estamos fazendo algo que o próprio governo do estado não faz”.  

Desfile reuniu artistas locais e do estado na Avenida Nereu Ramos (Foto: Giro Urbano)

Desfile reuniu artistas locais e do estado na Avenida Nereu Ramos (Foto: Giro Urbano)

O jornalista Gilberto Cardozo é o autor da peça “Quirino, o Marido da Bilica”, que foi encenada no dia 15 de abril, na Escola Municipal Francisca Borba. Segundo ele, a oportunidade foi um “ensaião” para o espetáculo financiado pelo Fundo Municipal da Cultural.

- Vamos levar a peça para outros bairros. Na escola Francisca Borba, tivemos um público próximo de cem pessoas.

Cardozo, que é da geração 1980/90 do teatro local,  também elogiou o festival, mas sente falta de um local para as encenações.

- A escola Francisca Borba tem o melhor espaço do município, mas não tem um palco. A Univali também tem, mas é muito difícil a gente consegui algo com eles. O festival foi muito bom, mas precisamos ter pelo menos um mini auditório – avalia o jornalista.  

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