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Escritor Cládio Bersi e Foliões do Divino são os candidatos da cidade

PENHA - A cidade sede da 26ª Açor – Festa da Cultura Açoriana de Santa Catarina, terá candidatos indicados para o Prêmio Açorianidade 2019, que será entregue durante a programação, em setembro. Os foliões da Festa do Divino Espírito Santo e o escritor, jornalista e pesquisador Cláudio Bersi de Souza foram indicadas pelo Município de Penha na terça-feira, dia 11. As candidaturas foram confirmadas durante reunião do conselho deliberativo do Núcleo de Estudos Açorianos (NEA), na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis.

O Prêmio Açorianidade 2019 será dividido em 10 categorias, para as quais serão entregues troféus com os nomes das nove ilhas que compõem o arquipélago dos Açores e da Ilha de Santa Catarina. O 11º prêmio é dedicado à cidade-sede (Penha), e o 12º é considerado o “Prêmio Especial”.

O diretor de Cultura, Eduardo Bajara, defendeu as candidaturas de Penha ao citar a importância do trabalho de Cláudio Bersi na historiografia local, como autor de mais de 30 livros, entre biografias, pesquisas e romances, além do Hino de Penha.

“Bersi é referência na produção literária e de pesquisa local”, considera Bajara.

Os foliões do Divino são os tocadores oficiais da Festa celebrada em Penha há 183 anos. A agremiação musical religiosa e típica é uma tradição que passa de geração em geração e tão tradicional quanto a própria festa.

A proposta de Penha para a premiação será avaliada nas duas próximas reuniões do NEA. No mês de julho, em Criciúma, e agosto, em Balneário Piçarras, quando serão anunciados os vencedores do Troféu Açorianidade 2019.

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Cláudio Bersi de Souza é a principal referência para a literatura de Penha (Foto: Divulgação | PMP)

Celebração das raízes

A programação da 26ª Açor deve ter ainda apresentações culturais, exposições, gastronomia, palestras e oficinas dedicadas a divulgar, discutir e promover a cultura do litoral catarinense, que tem forte influência dos povos que vieram do arquipélago dos Açores em meados do século 18. O evento é organizado pelo NEA/UFSC em parceria com a Prefeitura e com o apoio da Fundação Catarinense de Cultura.

Como parte da programação é dedicada aos estudantes, as escolas e creches de Penha estão sendo mobilizadas pelo Departamento de Cultura com objetivo de divulgar e esclarecer sobre a formação da cultura local.

“Cada unidade de ensino que quiser participar poderá fazer uma apresentação ou montar um stand de exposição, ou ambos”, explica o diretor de cultura de Penha, professor Eduardo Bajara.

Desde maio, ele tem visitado escolas e creches para trabalhar com os alunos conceitos de cultura e a influência açoriana em Penha.

“É um trabalho de educação, onde levamos conhecimento aos estudantes e professores, ensinando sobre as raízes da cidade, mas também esclarecendo o que realmente faz parte da cultura açoriana e o que é de outros povos que colonizaram a nossa terra”, detalha.

As escolas e creches públicas ou particulares que quiserem participar da AÇOR 2019 podem entrar em contato pelos telefones 99129 2084 ou 3345 8986.

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Povo de cultura essencialmente agrícola se fixou em SC no século 18 (Foto: Joi Cletison | DIVULGAÇÃO)

Chegada a Santa Catarina

De acordo com o historiador José Ferreira da Silva, na obra História do Município de Penha, os primeiros açorianos chegaram a Penha a partir de 1777, quando os espanhóis invadiram e tomaram a Ilha de Santa Catarina. Aqui eles fundaram a Armação do Itapocoroy.

Tradição junina

Durante a reunião do NEA nesta semana, Eduardo Bajara divulgou a programação da 260ª Festa de São João e São Pedro, cujas novenas preparatórias iniciaram hoje dia 13, em Armação do Itapocorói.

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