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Devotos fazem visitas enquanto preparam festas em Barra Velha e Penha

REGIÃO - Uma das mais fortes tradições religiosas do litoral catarinense é revivida entre os meses de maio e junho com a realização das festas do Divino Espírito Santo. Cortejo de devotos, foliões e imperadores mantêm a tradição de mais de 200 anos. Enquanto Penha faz os últimos preparativos para o evento, Barra Velha deu início à visitação aos devotos dia 22 de abril.

Em Penha, participam da celebração também as comunidades católicas de Navegantes, Itajaí e Piçarras. Neste ano, foram convidados ainda empregados de Bombinhas e até de Curitiba - estes últimos da família do Imperador Oscar Francisco Pedroso, o Tampa, que está à frente dos festejos junto com sua esposa, a Imperatriz Ivanete Vieira Pedroso. Acompanhado da Comitiva Imperial, o casal vem visitando cada localidade de devotos em todas essas cidades, o que soma perto de 30 comunidades.

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Em Barra Velha, os imperadores do Divino são os irmãos José Eduardo Barrim e Lígia Lídia Barrim Rosa, que durante 34 dias levarão a Bandeira às casas dos fieis. Pelo menos 20 comunidades, incluindo o centro de Barra Velha e também as comunidades de São João do Itaperiú e Araquari, serão visitadas.

Bandeira itinerante

A Bandeira do Divino vai às ruas abençoar a comunidade e os devotos; colher relatos de milagres e se emocionar com depoimentos de fé. Em Barra Velha, o cortejo segue até 29 de maio; na Penha, a Comitiva Imperial já vem percorrendo a região desde 09 de março e segue sua caminhada nas próximas semanas. O tempo da visitação é uma etapa importante na preparação da festa, que em 2019 se realiza de 08 a 10 de junho nas duas cidades.

Nos nove dias que antecedem o chamado tríduo festivo (sábado, domingo e segunda-feira - neste ano, dias 08, 09 e 10 de junho), celebra-se a novena preparatória nas respectivas igrejas matrizes (Igreja de Nossa Senhora da Penha e Igreja do Divino Espírito Santo).

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Peditório dos devotos do Divino em Barra Velha começou dia 22/04 (Foto: Divulgação)

Com pequenas diferenças entre as celebrações, a tradição é representada pelo toque dos tambores e das rabecas que anunciam a chegada dos foliões, e por um elemento central: as bandeiras do Divino.

“É um momento de emoção receber a visita da Bandeira; muitos vão às lágrimas, em especial os mais idosos, pois essa memória afetiva é despertada com esse toque”, observa o professor e historiador Juliano Bernardes, principal pesquisador da Festa em Barra Velha, coautor do livro “O Divino no Cenário Luso-açoriano de Barra Velha”, assinada com o educador Valdir Nogueira. “Os foliões entoam suas cantorias, uma oração é realizada, a oferta é entregue e o convite para os festejos marca a passagem da Bandeira nas famílias".

A Festa do Divino, 50 dias após a Páscoa, é celebrada na região há aproximadamente dois séculos.

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