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Celebração religiosa estará nas comemorações pelos 270 anos da chegada dos açorianos a SC

Penha -A escritora e folclorista Maria do Carmo Ramos Krieger lançou dia 23, em Armação do Itapocorói, a obra “Penha: Relicário do Divino” (Editora Oficina), em que aborda uma das mais tradicionais celebrações religiosas do estado. Presente no lançamento, o Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) confirmou a Festa do Divino no calendário de comemorações pelos 270 anos da chegada dos açorianos à Ilha de Santa Catarina.

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A obra com 150 páginas teve 500 exemplares impressos na primeira edição, dos quais os cem primeiros já foram adquiridos na pré-venda. Também está disponível para venda no endereço: https://www.oficinabirodecriacao.com.br/loja e foi viabilizada com ajuda de internautas e de amigos próximos.

“Penha: Relicário do Divino” reúne material coletado pela autora ao longo dos anos em que ela acompanha, observa e registra as várias etapas da celebração. Estão descritos ainda momentos como a visita aos devotos e empregados da festa.

- Os textos foram produzidos ao longo de 2003 e 2005 e nos anos seguintes ao meu acompanhamento. A descrição é fruto da minha experiência como moradora local. Contém recortes da Festa do Divino mostrando a dedicação e a devoção de um povo (não só de Penha, mas também dos municípios limítrofes) ao Espírito Santo, culminando anualmente na organização e execução da grandiosa Festa - completa Maria do Carmo.

Na Ilha Terceira, de onde vieram os primeiros colonizadores do arquipélago de Açores, ela também registrou a tradição religiosa que deu origem ao culto ao Divino Espírito Santo no litoral catarinense:

- Tive oportunidade de participar do festejo em junho de 2006. Escrevi sobre algumas passagens da Festa do Divino no Brasil, porém com comparações breves. O foco é a de Penha, celebrada a mais de 181 anos", reforçou.

A obra tem o prefácio da jornalista Jane Cardozo da Silveira, posfácio do professor Nilson Cesar Fraga, projeto gráfico do jornalista Luiz Garcia e arte de capa do aluno João Evangelista da Silva, da Escola Manoel Henrique de Assis.

 
Obra está disponível para venda no endereço: https://www.oficinabirodecriacao.com.br/loja (Reprodução | Oficina)

Herança açoriana

Em 2018, o Estado relembra os 270 anos da chegada dos primeiros açorianos à Ilha de Santa Catarina. Esse povo que cruzou o oceano em busca de novas oportunidades em uma terra desconhecida ajudou a povoar todo o litoral, sobretudo a partir da invasão espanhola à ilha, em 20 de fevereiro de 1777, e deixou um legado incorporado à cultura local. A Festa do Divino Espírito Santo de Penha, celebrada há 182 anos, é  uma parte desta herança que fará parte das comemorações.

O Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) recebeu na quinta-feira, dia 15, o diretor de Cultura de Penha, Eduardo Bajara, e o Imperador da próxima festa, Flamarion Dias, para tratar do reconhecimento cultural da festa e oficializar a candidatura da cidade para sediar a Festa da Tradição Açoriana (Açor) em 2019.

Visitas aos empregados da festa já começaram (Divulgação)

O presidente do NEA, Francisco do Vale Pereira, confirmou a inserção da celebração religiosa no calendário das comemorações pelos 270 anos da chegada dos açorianos ao estado. Ele e a equipe foram convidados a ser empregados de bandeira da festa, que se realiza entre 10 e 21 de maio. O NEA também deverá articular a participação de grupos folclóricos do estado para apresentações de folguedos de base açoriana durante o evento.

Na sexta-feira, dia 23, Pereira participou do lançamento do livro “Relicário do Divino”. Uma semana antes, dia 17, a “Missa de Envio da Bandeira do Divino” deu início ao período de visitas do Imperador e Imperatriz aos seus empregados. 

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