Publicidade
Desta vez criminosos interromperam realização da Conferência Municipal de Educação

PENHA - Pela segunda vez em menos de um mês, a Prefeitura foi alvo de uma invasão virtual. Depois que criminosos extraíram dados dos servidores de dados do município, na quinta-feira, dia 03, a Conferência de Educação foi suspensa porque o evento realizado pela internet também foi invadido.

A Secretaria avalia uma nova data e estratégias de segurança virtual para retomar a conferência em que devem ser estabelecidas 20 metas para o Plano Municipal de Educação. A Polícia Civil investiga os dois casos e ainda não divulgou informações a respeito.

Publicidade

O evento não presencial foi uma iniciativa da Secretaria de Educação da Prefeitura para realizar com segurança a conferência durante a pandemia de Covid-19. Quando a invasão ocorreu, por volta de 16h, cerca de 96 participantes estavam presentes ao evento virtual, entre professores, gestores, servidores, pais e estudantes. 

O evento foi suspenso pela secretária Deise Izonete de Souza quando o invasor passou a postar conteúdo pornográfico. Ela registrou boletim de ocorrência na polícia civil na mesma tarde.

Segundo a coordenadora de Educação, Valdineia Bortolato Germano, a primeira parte da pauta chegou a ser discutida, mas a conferência deverá ser retomada desde o início. Ela disse que foram tomadas medidas de segurança antes do início do evento:

Continua depois da Publicidade

"Nós estávamos cuidando, com dois técnicos responsáveis pelo controle dos participantes, mas o hacker invadiu mesmo assim."

Sequestro de dados

O Governo Municipal não obteve sucesso em tentativa para resgatar dados roubados por um hacker na semana anterior. Um técnico da Prefeitura constatou uma invasão ao sistema de dados dia 24 de novembro. Ao enfrentar dificuldades de acesso a dados de diversos setores pela manhã, encontrou uma mensagem do hacker.

A mensagem confirmava a invasão através de um “malware”, programa de computador que acessa dados de forma ilícita e causa alterações ou roubo de dados, e explicitava uma chantagem do hacker, que pediu U$S 1.500 em bitcoins (moeda eletrônica) em troca da devolução dos dados.

O invasor repassou um acesso via internet e um arquivo em PDF, que orientava sobre como proceder na compra de bitcoins, e deu três dias de prazo para o Município ceder à chantagem. O criminoso ameaçou liberar os dados da Prefeitura ou apagá-los em definitivo, caso não recebesse para liberar o sistema.

Continua depois da Publicidade

Segundo a Prefeitura, os dados eram criptografados, o que impossibilita a recuperação. Agora, os dados do Governo Municipal devem ser migrados para "nuvem", sistemas terceirizados, com maior proteção. Não houve negociação com o criminoso. 

Um boletim de ocorrência foi registrado ainda no dia 24 na Polícia Civil de Penha e no dia 25 na Delegacia de Crimes Virtuais, em Florianópolis. De acordo com a Prefeitura, o diretor do departamento de T.I. informou que a invasão ocorreu por meio da abertura de um e-mail infectado com um "ransmware", que nem sempre é dectado por dispositivos antivírus. A investigação policial segue em andamento.

Em nota, a Prefeitura reforçou que  nada tem a esconder ou temer em relação ao seu conteúdo, e não admite ou coaduna com esse gênero de crime.

O Governo Municipal lamentou a dificuldade gerada no serviço público por conta da ação criminosa e aguarda identificação do autor do crime cibernético para que possa retomar o acesso aos dados e seguir o serviço público prestado à população. O boletim de ocorrência foi assinado por Jaylon Jander Cordeiro da Silva, Secretário de Administração local.

Publicidade
X

Direitos Reservados

No right click