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Cerca de 30 participantes devem ficar em isolamento
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REGIÃO - A Polícia Civil e a Vigilância Epidemiológica em Balneário Piçarras e Penha ainda trabalham para identificar todos os participantes de uma festa em que convidados foram infectados pelo novo coronavírus. 

Diversas pessoas que trabalham em atendimento direto ao público nas duas cidades estão entre os investigados por colocar a saúde pública em risco.

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A denúncia anônima foi recebida pela Delegacia Virtual dia 08 de maio, ao meio dia, mas o encontro foi promovido entre os dias 02 e 03, na região Norte de Piçarras.  

Entre os participantes  das duas cidades, foi confirmada a presença de funcionários públicos, inclusive da área da saúde, e de empresários. A Polícia não confirma o nome de ninguém . 

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Segundo o delegado Savério Sarubbi, a investigação está sob sigilo e em fase inicial. O prazo para conclusão é de 30 dias, mas essa data deve ser prorrogada para que os envolvidos permaneçam em quarentena.

Crime contra a saúde

A Polícia já tem o nome do locador da casa, localizada à beira mar, e de alguns moradores de Piçarras e Penha que teriam participado do “Pagode Clandestino”. 

Alguns dos suspeitos procuraram a rede de saúde com sintomas da doença dias depois da festa. 

A principal linha de investigação aponta para uma das convidadas, que já estaria com sintomas e mesmo assim teria quebrado a quarentena para marcar presença.

“O resultado disso foi que pessoas que estavam na festa foram contaminadas. E desta forma outras pessoas (familiares, amigos e pessoas do trabalho) tiveram o risco de se contaminar”, explica o delegado. 

Além do crime de desobediência, por desrespeitar o decreto estadual de distanciamento para prevenção da Covid-19, organizadores e participantes podem ser indiciados por crime contra a saúde pública.

O Código Penal prevê que “causar epidemia mediante a propagação de germes patogênicos” tem pena prevista de 10 a 15 anos de reclusão.

* COLABORAÇÃO: ANA PAULA SALVADOR
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