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REGIÃO - O 1º Tenente Bruno Fagundes Monteiro, oficial que assumiu em junho o comando da Polícia Militar em Penha e Piçarras, teve como principais funções na carreira o comando do 25º PPT e da Agência de Inteligência em Navegantes. Também foi Chefe da Agência de Inteligência do Comando de Apoio Especializado, em Florianópolis. Foi condecorado com o Brasão de Mérito Pessoal 3ª Categoria. É com ele que o Expresso das Praias conversa agora sobre os desafios da segurança pública nos municípios de Penha e Balneário Piçarras.

EXPRESSO - Tenente, como está a sua adaptação ao novo posto e que características das cidades de Penha e Piçarras lhe chamaram a atenção?

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MONTEIRO - A adaptação está sendo tranquila, a gente está agindo de forma gradual em todos os aspectos e eu já conhecia as cidades de Penha e Piçarras, Luís Alves inclusive, por ter comandado o pelotão de patrulhamento tático de Navegantes, que tinha atuação nesses municípios, então já sou um pouco familiarizado aos policiais e às cidades. As características das cidades que me chamam a atenção: são cidades com índices de violência relativamente baixo, você não vê os índices, principalmente de crimes violentos altos nessas cidades, e cidades de praias com potencial grande para o turismo.

EXPRESSO - As redes de vizinhos, implementadas pelo seu antecessor, o Major Mafr, se tornaram a principal estratégia de prevenção à criminalidade. Quais são os seus planos para essas redes, o que o senhor já conhece desse trabalho e como o senhor pretende manter esta estratégia?

MONTEIRO - Esse trabalho foi iniciado pelo Major Mafra, que é um oficial de ponta na questão de prevenção ao crime, não só esse, mas diversos outros projetos que ele implementou aqui, a eles será dada continuidade e serão fortalecidos. Já tivemos mais uma rua implementada na rede de vizinhos, então a tendência é só expandir e fortalecer todos os programas.

EXPRESSO - De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o município de Penha registrou a quarta maior variação em relação a casos de homicídio. Foram 2 até julho de 2018 e já são 6 até julho deste ano. A que fatores a Polícia Militar atribui esse aumento?

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"Tenho quase certeza que as cidades de Penha e Piçarras serão contempladas com novos policiais"
 

MONTEIRO - Nesse índice, a que a Secretaria de Segurança dá a denominação de CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais), estão incluídos nesta estatísticas os confrontos policiais, então a gente tem aqui na cidade quatro confrontos policiais e dois homicídios, realmente. Então, eles entendem de acordo com normas internacionais do padrão de estatísticas que o confronto policial também entra nessa estatística [...]

EXPRESSO - O reforço policial é uma reivindicação constante aqui das comunidades de Penha e Piçarras e o governo do estado anunciou um concurso público agora para contratação de novos soldados. Existe uma previsão de reforço aqui para as duas cidades?

MONTEIRO - O comando geral da polícia militar há um certo tempo vem baseando as decisões de distribuição de efetivo com base exclusivamente em estatística, então eu acredito que sim. É um concurso muito amplo, grande, são mil vagas. Tenho quase certeza que as cidades de Penha e Piçarras serão contempladas com novos policiais. 

EXPRESSO - Qual é a demanda hoje, atual, por mais policiais? O senhor acredita que quantos a mais seriam necessários?

MONTEIRO - Esse é um cálculo difícil de te passar, porque a gente vai tentar suprir esse efetivo um pouco reduzido com algumas ações, como o major Mafra já vinha fazendo, em cima da prevenção policial e um foco mais direcionado na inteligência policial, que vai suprir um pouco dessa demanda humana que a polícia militar tem.

EXPRESSO - Tenente, obrigado por nos receber e um bom trabalho à frente do seu posto.

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