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Moradores reivindicam mais policiamento nas localidades do interior

Barra Velha - A comunidade está amedrontada por conta dos furtos e assaltos cometidos contra produtores rurais e proprietários de residências nas comunidades de Medeiros, Rio Novo, Nova Esperança e Rio do Peixe. Aproximadamente 140 moradores estiveram presentes em uma reunião que contou com a presença do comandante da Polícia Militar local, capitão Tales Cardano. A participação expressiva da comunidade surpreendeu até mesmo o idealizador da reunião, o vereador Juliano Bernardes (MDB).

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Os relatos apresentados pelos moradores são típicos de uma comunidade pacata do interior que há tempos tem visto o sossego dar lugar ao medo. João Carlos Muniz conta que resolveu morar no bairro, mais precisamente próximo à Igreja Católica, porque buscava calmaria para viver com a família.

- Aqui as casas têm muro baixo, outras, nem tem, porque não tínhamos esse problema. Agora tentaram entrar na minha casa ao meio dia. Ficamos até com medo de divulgar essa reunião para não deixarmos as casas vazias nessa hora.

Já a moradora Luciana de Fátima Lima Santos, do Nova Esperança, destacou que a invasão à casa da sua filha rendeu R$ 7 mil em prejuízos. Ela afirma que chegou a contar 22 dias sem ver a viatura da polícia passando pelas redondezas. Além da retomada das rondas policiais, ela cobra o fechamento de um acesso do bairro Nova Esperança para a BR-101, considerado rota de fuga para os criminosos.

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O comandante Tales Cardano admitiu diante da comunidade as falhas da Polícia Militar local, já que o efetivo é baixo e há dificuldades estruturais para atender a toda a cidade e também ao município de São João do Itaperiú. Mesmo assim, o comandante pediu o apoio em duas ações imediatas: um levantamento do total de estudantes do interior nas quatro comunidades, para nortear a PM acerca das rondas nos entornos escolares, e a adesão oficial dos moradores à “Rede de Vizinhos”, grupo de monitoramento de segurança via aplicativo Whatsapp, efetuado pela própria PM.

Juliano Bernardes diz que a reunião foi positiva, pois apesar de a PM estar de mãos atadas diante da falta de efetivo, a mobilização popular pode pressionar o Comando da Polícia a mandar reforços.

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