Publicidade
Para a Aprasc, crimes em Joinville e Camboriú (imagem) caracterizam ações de execução (Imagem: Reprodução)

Cúpula da segurança pública promete resposta  às facções que disputam o mercado de drogas ilícitas no estado

Estado - Depois do assassinato de mais dois policiais militares em um intervalo de três dias, o comando da PM prometeu nesta quinta-feira (31) pronta resposta aos grupos que disputam o controle do tráfico de drogas ilegais no estado. Ao todo são três policiais militares e um agente penitenciário mortos neste ano em Santa Catarina, todos no mês de agosto. 

Publicidade

A terceira morte foi registrada na noite de quarta-feira (30), em Camboriú, onde o policial aposentado Edson Abílio Alves, de 51 anos, foi morto a tiros enquanto caminhava, desarmado, em frente a uma padaria. Antes, dia 28, o soldado Joacir Roberto Vieira, 43 anos, foi alvejado em uma loja de calçados em Joinville. No vídeo que mostra o homicídio em Camboriú, é possível ver que o criminoso faz um disparo, depois retorna e atira mais vezes. 

- Nos dois casos fica evidente o caráter de execução. Vieram com a missão de matar os policiais. Para nós isso representa uma afronta às instituições de segurança nunca vista na história de Santa Catarina, que requer uma resposta imediata - denuncia o presidente da Associação dos Praças de SC, Edson Fortuna. Os casos foram registrados uma semana depois que a entidade lançou uma campanha pela valorização da vida dos profissionais.

PM promete resposta

Continua depois da Publicidade

Em um vídeo publicado na internet dia 30, o comandante geral da PM, Coronel Paulo Henrique Henn, afirma que a ação ousada dos criminosos deve ser encarada com preocupação pela sociedade. Ao prometer uma resposta rigorosa e legitimada na lei,  ele também recomenda aos policiais militares que redobrem os cuidados com a segurança pessoal.

- Não recuaremos um centímetro sequer no enfrentamento ao crime. Nosso tributo à memória dos nossos irmãos de farda será, portanto, a necessária pronta resposta que o cenário exige - afirma.

Saldo da guerra

Os dois agentes mortos nesta semana se somam à estatística de um PM morto a cada 24 horas no Brasil. O governador Raimundo Colombo (PSD) também se pronunciou nesta quinta-feira (31) e afirmou que o crime organizado é uma questão nacional.  Ele reconhece que as facções criminosas de outros estados atuam em Santa Catarina e afirma que o Governo do Estado vai continuar investindo com aumento do efetivo e de tecnologias. - Estamos trabalhando, mas muitas informações são assuntos sigilosos da polícia. Nossa equipe de inteligência está acompanhando a situação. Atualmente o Estado capacita mais de mil policiais militares. 

Publicidade
X

Direitos Reservados

No right click