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Comércio tem sido alvo constante da ação dos criminosos

 

Empresários afirmam que em duas semanas 15 lojas foram arrombadas

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Da Região - O aumento das ocorrências de violência que atinge Santa Catarina não fica restrito aos atentados a ônibus, bases e policiais militares. Quem tem comércio em Balneário Piçarras também sofre com uma onda de furtos que assola a região. Em duas semanas, os comerciantes tiveram seus estabelecimentos arrombados 15 vezes, uma média de um furto por dia. Só na madrugada da quarta-feira (1) foram quatro. A falta de registro de boletim de ocorrência prejudica a ação do estado, que fica sem dados da criminalidade no município. Por conta disso, os empresários pretendem lançar campanha de incentivo ao procedimento.

Nesta semana, 13 comerciantes se reuniram na manhã de quinta-feira (2), na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). O objetivo foi reivindicar mais policiamento no comércio da avenida Nereu Ramos, via com a maior incidência de furtos.
 
Durante a reunião, algumas ações foram propostas para melhorar a segurança. Uma delas é o uso do aplicativo What’sApp. A medida foi recentemente tomada pelos comerciantes de Balneário Camboriú. Os comerciantes de Piçarras também reivindicaram mais efetivo policial e a participação maciça dos vereadores e da Prefeitura de Piçarras.
 
Clima de revolta
 
Mário Abílio Silva é dono de uma loja de móveis e também foi vítima mais de uma vez. “Foram quatro furtos em 45 dias. O último foi de sábado para domingo agora e na semana anterior foram duas vezes. Não tive um prejuízo financeiro grande porque trabalho com móveis. Eles quebraram a janela e entraram na loja para ver se tem dinheiro ou algo para vender. Na primeira vez levaram um notebook, mas depois não deixei mais nada lá – disse o comerciante.
 
O joalheiro Edson de Oliveira Souza Luz é o campeão de furtos e assaltos no comércio de Piçarras. Foram sete em dois anos. "Depois que coloquei a porta giratória não aconteceu mais. Há seis meses, houve a tentativa de uma pessoa suspeita, mas a porta não liberou  – conta o joalheiro.
 
Registro do BO
 
Outro assunto levantado durante a reunião da CDL de Piçarras foi sobre a importância de fazer o Boletim de Ocorrência (BO). “É importante porque temos que ter as estatísticas da violência. Muitos comerciantes não registram por acharem que não vai adiantar. Precisamos desses dados para podermos reivindicar mais segurança para o município”, orienta a diretora do CDL, Briguite Eliana Fleith. 
 
Reunião para articular campanha pelo registro de boletins de ocorrência (B.O.)
 
 
O delegado Wilson Masson não pôde receber a reportagem na tarde de quinta-feira (2), devido a um compromisso que ele tinha na Delegacia Regional de Itajaí. Uma agente que preferiu não se identificar disse que é comum as pessoas não registrarem BO.
 
- Quando acontece um arrombamento ou o furto de uma bicicleta, muitas pessoas preferem não ir à delegacia registrar a ocorrência. Temos muitas bicicletas na delegacia e somos obrigados a nos desfazer, quando poderiam ser resgatadas se as pessoas registrassem o BO – completa a policial civil.
 
Por dois dias seguidos, a reportagem procurou o comandante do 3º Pelotão da PM de Piçarras, o tenente Carlos Mafra, mas ele não foi encontrado. Na quarta-feira (1), Mafra informou que não poderia atender ao jornal. Já na quinta-feira (2), ele não esteve durante a tarde no 3º Pelotão.
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