fbpx
Trabalhadores têm sido alvo de manifestações pró-governo e contra a quarentena
Compartilhe:

ESTADO -No Dia Internacional da Enfermagem,  nesta terça-feira (12/05), uma das categorias profissionais que está na linha de frente do combate à Covid-19 exige mais do que apoio da sociedade. Os mais de 2 milhões de profissionais que atuam no Brasil, dos quais 15.570 em Santa Catarina, esperam por melhores condições de trabalho para enfrentar a pandemia provocada pelo novo coronavírus.

Segundo dados do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), no Brasil, 13 mil enfermeiros estão afetados pelo novo coronavírus e mais de cem já perderam a vida em decorrência da nova doença. Em meio a maior crise global de saúde pública de que se tem notícias, os profissionais ainda enfrentam assédio e desrespeito diariamente.

Continua depois da Publicidade

Além das jornadas de trabalho exaustivas, eles têm denunciado a falta de equipamentos de proteção individual (EPI), que expõem milhares de vidas a um risco de vida constante. A Ouvidoria do Cofen registrou até a sexta-feira (8) mais de 5 mil queixas sobre falta ou inadequação desse material. O órgão reforça a necessidade do uso de EPI em 100% do tempo de trabalho.

Em nota conjunta com a Coodenação Internacional da Cruz Vermelha (CICV) o Cofen denuncia, ainda, assédio, estigmatização e ataques sofridos pelos profissionais de saúde que atuam nas linhas de frente contra a COVID-19.

“Durante esta pandemia, a segurança e a proteção das equipes de saúde são fundamentais”, afirma a chefe da Delegação do CICV para Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai, Simone Casabianca-Aeschlimann. “É essencial que sejam garantidas condições de trabalho para que os enfermeiros possam continuar oferecendo assistência a pessoas afetadas pela COVID-19.”

Por você e por todos

O Observatório da Enfermagem, criado pelo COFEN para monitorar a evolução da pandemia entre profissionais de Enfermagem, registra  que maior parte dos 13 mil profissionais infectados pertence a pelo menos um grupo de risco.

"É inadmissível que estivessem expostos na linha de frente, contrariando as diretrizes sanitárias indicadas pelo Ministério da Saúde. Somos seres humanos, sujeitos aos mesmos fatores de risco de qualquer pessoa, não somos máquinas. A escassez de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) e o subdimensionamento das equipes também contribuem para o agravamento da pandemia entre profissionais de Enfermagem”, denuncia o presidente do Cofen, Manoel Neri.

2020 05 11 daredacao protesto covid
Profissionais fazem ato silencioso em nome das vítimas do coronavírus (Foto: Agência Brasil)

Assédio e desrespeito

Embora muitas comunidades tenham feito questão de agradecer os profissionais da área da saúde, em outras há relatos preocupantes de assédio e violência contra enfermeiros e demais membros das equipes de saúde ligados à resposta à COVID-19.

Durante um protesto pacífico na semana anterior, diversos trabalhadores do setor foram agredidos na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Eles faziam uma manifestação sileciosa e com distanciamento social, em que lembravam os profissionais mortos durante a pandemia, quando foram abordados de forma agressiva por manifestantes pró-governo que pediam o fechamento do STF e do Congresso, entre outras pautas inconstitucionais. Eles já foram identificados e denunciados à Polícia.

>> Confira a Nota do Cofen e Cruz Vermelha

No fim desta tarde, o Cofen lançou a campanha da Semana da Enfermagem 2020, que é  Ano Internacional da Enfermagem.

* COM INFORMAÇÕES DO COFEN E COREN/SC
Compartilhe:
  • 1
  • 2