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Pesquisador local afirma que não há como prever duração da "Maré Vermelha"

PENHA - A Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Desenvolvimento Rural anunciou no fim desta sexta-feira, dia 06, a interdição do consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões cultivados no município devido à presença de toxina diarreica. Está proibida a retirada, comercialização e o consumo destes animais e seus produtos, inclusive nos costões e beira de praia na localidade de Armação do Itapocorói.

O oceanógrafo e pesquisador Gilberto Manzoni, coordenador do Laboratório de Maricultura da Univali explicou a situação para o Expresso das Praias. Segundo ele, não existe uma previsão de quanto tempo irá durar o evento conhecido como"Maré Vermelha".

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A medida foi necessária após exames laboratoriais detectarem a presença de ácido ocadaico (AO) nos cultivos de moluscos bivalves da região. A substância é produzida pelos mexilhões após se alimentarem  por um grupo de microalgas (dinoflagelados).O consumo humano dos animais contaminados desencadeia a Síndrome ou Envenenamento Diarréico por Moluscos (EDM).

Os sintomas se apresentam em torno de 30 minutos após o consumo do molusco contaminado e variam entre náuseas, dores abdominais, vômitos e diarreia. Quando a ingestão da toxina acontece em quantidades pequenas, os sintomas não se desenvolvem, porém o consumo contínuo favorece o surgimento de tumores no trato gastrointestinal em razão do poder carcinogênico do ácido.

“Em Santa Catarina, o monitoramento dos moluscos é constante e rotineiro. A maré vermelha é um processo natural. Seguiremos atualizando as informações e emitindo alertas até que a situação no litoral catarinense esteja normalizada”, explica o secretário de Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Maré Vermelha

O fim da interdição vai depender de mudanças climatológicas e nas correntes oceânicas:

"Vai precisar um evento oceanográfico que promova uma renovação da água da baía. A gente espera que a presença do vento sul, no final de semana, acabe promovendo uma troca da água, dentro da baía, para uma área externa e com isso chegando uma água com uma presença menor das microalgas, que com isso os mariscos vão continuar filtrando água e consumindo outras algas não portadoras de toxinas e vão ficar livre para o consumo”, informa o professor Manzoni.

Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos e o único estado do país que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo. O Programa Estadual de Controle Higiênico Sanitário de Moluscos é um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.

* Acadêmico de Jornalismo - Univali - com informações da Secom/SC
Edição: Leandro Cardozo de Souza - Jornalista
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