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Mais de cem focos do aedes aegypt foram identificados no município neste ano

PENHA - O município está entre os 85 do estado que receberam nesta semana recomendação do Ministério Público de Santa Catarina (MP/SC) para que tomem medidas a fim de conter a infestação do aedes aegypt. A principal medida deve ser o reforço na fiscalização - e na cassação de licenças -  dos estabelecimentos que descumpram a legislação para prevenir o mosquito.

A Vigilância Epidemiológica pede à população que dobre os cuidados para evitar acúmulo de água em locais abertos durante o período de chuva persistente iniciado nesta semana. As autoridades locais de saúde já contabilizam de janeiro até 30 de maio deste ano 109 focos do vetor. Em todo o estado, até o mês de março, esse número já era 56% superior ao mesmo período de 2018. O maior número de ocorrências se dá em depósitos a céu aberto.

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Uma parte do bairros Nossa Senhora Fátima e todo o bairro de Armação são considerados infestados pelas autoridades de saúde, onde os esforços para reduzir os focos estão mais concentrados. Pontos estratégicos como terrenos baldios, cemitérios, ferro-velho, são locais em que os agentes de saúde do município fazem inspeções a cada quinze dias.

Com essa chuva acumula bastante água e se formam baste depósitos. E como o nosso tempo está instável… no período de calor é mais propício o mosquito colocar os ovos - explica o fiscal sanitarista Alexandre Deolindo.

O grande número de casas de veranistas, que ficam fechadas nesta época, é um dos principais obstáculos. Mas uma parte dos proprietários têm colaborado com o trabalho dos agentes de saúde:

Nós estamos deixando uma notificação para o proprietário entrar em contato conosco e fazermos essa visita. Então nós conseguimos recuperar, não cem por cento, mas acredito a metade dessas casas pelo menos. O veranista ou o caseiro chega para limpar a casa e entra em contato conosco - afirma Deolindo.

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Bairro Armação, com muitas casas de veraneio, concentra grande parte dos focos (Arquivo | Divulgação)

Ferros-velhos na mira

Em reunião com os promotores de Justiça Luciano Trierweiller Naschenweng e Douglas Roberto Martins, que assinaram a recomendação, dia 15, a diretora da Vigilância Epidemiológica, Lucélia Kryckyj, relatou que os esforços empreendidos até o momento pelos 85 municípios não estão sendo suficientes para conter a infestação.

De acordo com Naschenweng, após tomar conhecimento desta constatação, o MPSC emitiu recomendação aos prefeitos, entre os quais o de Penha, Aquiles da Costa. Os promotores querem que os 85 municípios condicionem a concessão ou renovação de licenças - em especial das atividades de ferros-velhos, transporte de cargas, material de construção, borracharias e recauchutadoras - à plena observância da legislação que disciplina a contenção da proliferação do mosquito. Entre as medidas impostas estão a cobertura e proteção adequada para evitar o acúmulo de água.

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Proprietários de locais que acumulam água parada são notificados pelos agentes de saúde (Arquivo | Divulgação)

A recomendação também dispõe que os Prefeitos cancelem as licenças dos estabelecimentos que, intimados e advertidos quanto à necessidade de adequação de sua estrutura física, não o façam no prazo determinado e que promovam regularmente inspeções nas residências do entorno dos principais locais de criadouros de mosquito.

As recomendações foram encaminhadas por correio no dia 15 de maio, com prazo de 30 dias para resposta quanto ao seu atendimento ou não, contados a partir do recebimento.

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