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Penha é um dos municípios considerados infestados pelo aedes aegypt

REGIÃO - Na semana em que o estado registrou o primeiro caso de transmissão autóctone (dentro do terrítório) de 2019, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC) reforçou as ações de combate ao mosquito aedes aegypt. Até o momento, Santa Catarina só tinha registrado dois casos importados de dengue.

A principal medida é a eliminação de focos de água parada, onde o inseto se reproduz. De acordo com o boletim mais recente, Penha está entre os 76 municípios considerados infestados pelo mosquito. Entre 30/12/2018 e o dia 05/02/2019 foram identificados em todo o estado 3.086 focos, 953 a mais que no mesmo período de 2018.

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“Recipientes que podem conter água precisam ser vistoriados e eliminados corretamente. Importante também a vedação das caixas da água e calhas”, alerta o gerente de Zoonoses, João Fuck.

Em Balneário Piçarras, a Vigilância em Saúde reforçou as ações de conscientização junto à comunidade.

“Neste ano já atestamos 19 focos positivos para larva do mosquito transmissor da dengue, número muito superior em comparação ao do ano passado”, explica a secretária, Bruna Emanuela Machado.

O aumento no número de focos é atribuído diretamente à oscilação entre temporais e altas temperaturas. Os focos do mosquito transmissor da zika, chikungunya e dengue estão concentrados em armadilhas do Programa de Combate à Dengue. Em cada um desses focos localizados, a equipe de agentes endêmicos vasculha a região num raio de 300 metros.

A água parada é a principal fonte para o surgimento das larvas do aedes. Os locais mais comuns são pneus sem uso, latas, garrafas, pratos dos vasos de plantas, caixas d’água descobertas, calhas, piscinas e vasos sanitários sem uso. A fêmea do mosquito pode, também, depositar seus ovos nas paredes internas de bebedouros de animais e em ralos desativados, lajes e em plantas como as bromélias.

Denúncias de lixo em terrenos baldios e possíveis criadouros de mosquitos podem ser feitas pelo telefone 3347.2018 ou 3347.2019. Por meio do site da Prefeitura (http://www.picarras.sc.gov.br/) também é possível proceder ao aviso, pelo link “Ouvidoria”.

Alerta para febre amarela

A DIVE/SC também emitiu alerta para reforçar a vacinação e o combate à febre amarela depois que um caso foi registrado no Paraná. Todos os moradores com idade superior a nove meses precisam ir a um posto de saúde para se vacinar contra a doença. Idosos com mais de 60 anos devem procurar orientação médica.

“Por conta da proximidade dos estados, o alerta foi emitido para que as pessoas que ainda não se vacinaram procurem uma Unidade de Saúde para a imunização”, pontua a enfermeira da Vigilância Epidemiológica de Balneário Piçarras, Alessandra Reckziegel.

Um levantamento feito pelo Estado, que usa dados de 1994 a 2018, revela que 10.031 pessoas ainda não tomaram a dose única da vacina na cidade.

A vacina não deve ser tomada por menores de nove meses; mulheres amamentando crianças menores de 6 meses; alérgicos a ovo; HIV positivo e que têm contagem de células CD4 menor que 350; em tratamento de quimio/radioterapia; portadores de doenças autoimunes.

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