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Deputado federal João Pizzolatti (PP)  quer processar “Veja”
 
Em Piçarras, Pizzolatti foi o deputado federal mais votado; intermediou a vinda de R$ 15,8 milhões para a dragagem da praia 
 
Mencionado em edição recente da revista Veja como um dos beneficiários do sistema de pagamento de propina que envolve o alto escalão da Petrobras, o deputado federal e presidente do PP em Santa Catarina, João Pizzolatti, expediu nota oficial negando ter recebido dinheiro do ex-diretor de abastecimento da empresa, Paulo Roberto Costa. A denúncia fez o deputado se indispor com correligionários e desencadeou movimento para tirá-lo da presidência do partido.
 
No comunicado enviado à imprensa, o deputado  afirma que vai processar a publicação pelo crime de calúnia. A reportagem da Veja de sexta-feira (11) mostra documentos apreendidos na casa e no escritório do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa nos quais, de acordo com a revista, há registros do que seriam pagamentos ao PP no valor de R$ 28,5 milhões. Destes, R$ 7,5 milhões   teriam ido para o diretório nacional do partido. Os recursos viriam de empresas fornecedoras da Petrobras, onde Paulo Roberto atuou de 2003 a 2012 por indicação do PP.
 
Nos documentos divulgados pela Veja, foram encontradas siglas interpretadas como indicativas do nome de Pizzolatti. Por meio da assessoria de imprensa, ele negou tudo e garantiu que não vai deixar a presidência do PP no estado.
 
Esta não é primeira vez que o deputado se vê no meio de uma polêmica. Em 2010, João Pizzolatti elegeu-se com 132 mil votos, mas só conseguiu assumir a cadeira na Câmara dos Deputados seis meses depois. Ele teve o registro da candidatura impedido em função de uma condenação no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
 
Em Balneário Piçarras, Pizzolatti foi o deputado federal mais votado. O parlamentar intermediou a vinda de recursos para o município, entre os quais  R$ 15,8 milhões destinados à dragagem da praia por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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