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Maioria dos deputados votou favorável às medidas

ESTADO - Os deputados estaduais aprovaram na quarta-feira, dia 15, projetos de lei que visam a permitir a abertura de templos e de academias durante a quarentena. Médicos infectologistas criticaram a medida, adotada na mesma semana em que um decreto do governador Carlos Moisés (PSL) liberou atividades consideradas “não essenciais”. Ambientes que podem ter aglomeração de pessoas são considerados focos de ampla disseminação do novo coronavírus pela Organização Mundial da Saúde. Os projetos ainda precisam da sanção do governador.

O Projeto de Lei 119/2020, do deputado Fernando Krelling (MDB), permite que os exercícios físicos sejam realizados em estabelecimentos prestadores de serviços destinados a essa finalidade, bem como em espaços públicos em tempos de crises ocasionadas por moléstias contagiosas ou catástrofes naturais.

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“Se tivermos critérios rigorosos para a prática das atividades físicas, os riscos de contaminação pelo vírus vão cair”, acredita.

O deputado Paulo Eccel (PT), único que votou contra a medida, reconheceu a importância das atividades físicas, mas demonstrou preocupação com a liberação da sua prática, principalmente em espaços fechados. Ele lembrou que essa medida não encontra respaldo no que afirmam os médicos e pesquisas.

“As restrições são baseadas em critérios científicos e técnicos”, ressalto

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Cultos podem ser liberados

Com o voto contrário de Paulo Eccel e a abstenção de Marcius Machado (PL), foi aprovado ainda o PL 100/2020, do deputado Jair Miotto (PSC), ligado à bancada neopentecostal no parlamento. O projeto reconhece as atividades religiosas, realizadas em seus templos ou fora deles, como “essenciais”. Para o autor, as igrejas são grandes parceiras do poder público, principalmente em momentos de calamidade:

“Queremos construir junto com as autoridades sanitárias um protocolo para permitir que as atividades sejam realizadas da forma mais segura possível”, disse.

Paulo Eccel, que votou contra o PL, afirmou que a restrição às atividades nas igrejas tem ocorrido em todo o mundo.

“Não é para afastar as pessoas da fé, mas é para respeitar a vida”.

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As decisões dependem da sanção do governador Carlos Moisés (PSL) para passarem a vigorar.

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