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Denúncias de abastecimento irregular em 2016 são o foco da investigação

PENHA - O presidente da Câmara de Vereadores, Everaldo "Italiano" Dal Posso (MDB), tem até a próxima quinta-feira, dia 12, para instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar supostas irregularidades no abastecimento de veículos oficiais da Prefeitura durante o ano de 2016. A denúncia aponta como responsável o ex-diretor administrativo e atual vereador Silas Renato Antonietti (PSD). Ele nega as acusações e afirma que não teme investigação.

A CPI dos Combustíveis foi proposta pelos vereadores Maurício da Costa (MDB), Maurício Brockveld (PROS), Maria Juraci Alexandrino (MDB) e Isac da Costa (PL) e aprovada na primeira sessão deste mês, dia 02. De acordo com eles, durante o ano de 2016, o município pagou - irregularmente - pelo abastecimento de um caminhão que se encontrava em estado de abandono em uma oficina mecânica na cidade de Blumeanu. 

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A finalidade da CPI é investigar e apurar responsabilidades sobre abastecimentos desse e de outros veículos que estariam fora de circulação no período de março a dezembro de 2016. São datadas deste período as notas de abastecimentos apresentadas pelos denunciantes e assinadas por Antonietti.

“Mesmo o caminhão MGE-4138 estando abandonado na oficina MDM durante todo aquele período, o ano de 2016 todinho ele continuou sendo abastecido”, denuncia Brockveld.

Ele mostrou imagens das notas fiscais depois de ter sido desafiado em plenário durante a sessão anterior.

“Se tiver qualquer processo ou qualquer situação que seja relacionada ao meu nome, eu gostaria que o vereador apresentasse aqui, agora”, desafiou Silas Antonietti, dia 25/11.

Ao apresentar as notas em plenário nesta semana, Maurício Brockveld afirmou que a investigação deve chegar a outros membros da administração anterior que também teriam autorizado abastecimentos em veículos que estavam em manutenção.

 

Silas Antonietti não participou da sessão, mas rebateu as acusações na rede social Facebook, onde lembrou que a CPI foi aberta pelo mesmo plenário que rejeitou a abertura de investigação contra o prefeito Aquiles Costa (MDB) por, segundo eles, não fornecer informações aos vereadores. Caso fosse aprovada, a medida definiria o afastamento temporário do prefeito durante a CPI.

“Sigo firme apontando os erros do governo e elogiando quando necessário. A minha postura não vai mudar em nada e todos aqui podem contar comigo. Querem jogar meu nome na lama, mas se esquecem que eu sou honesto”, disse.

Segundo o Regimento Interno (artigo 89), caberá agora ao presidente da mesa diretora, por resolução da Mesa Diretora, instituir a CPI no prazo de 10 dias, obedecendo o princípio da proporcionalidade dos partidos representados na Casa, conforme indicação dos líderes.

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