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PENHA - A Câmara de Vereadores aprovou por unanimidade na sessão desta segunda-feira,17, a Moção de Aplauso proposta para homenagear o Imperador da 183ª Festa do Divino Espírito Santo, Oscar Francisco Pedroso (o Tampa), a Imperatriz, Ivanete Vieira Pedroso, o grupo de foliões e o Presidente da Associação Cultural e Assistencial do Divino Espírito Santo – Acadies, Ricardo dos Santos.

Os diversos vereadores que se manifestaram durante o tempo reservado à discussão da proposta destacaram o alto nível de organização da festa, o bem-sucedido esforço do imperador para honrar o compromisso assumido um ano atrás, as celebrações litúrgicas e os rituais conduzidos desde a peregrinação da Bandeira, que visitou quase duas mil residências.

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A vereadora Maria Juraci Alexandrino chamou a atenção para o papel da imperatriz Ivanete, que pela primeira vez na história conduziu parte dessas visitas e rituais sem a presença do marido. Devido a problemas de saúde, Tampa, ou o Imperador da Esperança, como foi denominado, precisou de repouso antes do tríduo festivo. 

Festa da Partilha

Outro ponto em destaque, de acordo com os vereadores, foi a qualidade do atendimento prestado durante os tradicionais almoços que reuniram em dois dias (09 e 10) perto de cinco mil pessoas: um exemplo de partilha cada vez mais raro nos dias de hoje, observou o presidente da Casa, vereador Everaldo Dal Posso.

Os homenageados

Além do imperador Tampa e da imperatriz Ivanete, a Moção de Aplausos foi dirigida também ao Presidente da Acadies, e folião, Ricardo dos Santos, e aos demais foliões: José Olávio Coelho, João Nestor de Souza, Alcides dos Santos, Walmor da Silva, Roberto Leite, Gueguê, Marcelo de Jesus e José de Lima. Os cumprimentos se estenderam ainda “a toda a equipe envolvida, pela organização e sucesso.” De acordo com Tampa, entre 150 e 200 voluntários colaboraram para esse êxito, “graças à fé e à devoção de todos ao Divino e à Trindade Santa.”

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Foto: Clayr Sarita | EP

Tradição e identidade

As comunidades católicas de Penha se congregam com as de Navegantes e Piçarras para celebrar há quase dois séculos os festejos em honra ao Divino Espírito Santo, uma herança portuguesa que se desdobra em três dimensões: a religiosa, a histórico-cultural e a social.

A descida do Espírito Santo sobre os discípulos 50 dias após a Páscoa da Ressurreição de Jesus motiva uma tradição que, no município de Penha, transcende o caráter religioso e ajuda a manter vivas manifestações culturais características da região, como o boi-de-mamão e  a Dança de São Gonçalo, preservando a identidade local e reforçando os laços entre as populações desta parte do litoral catarinense.

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