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Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias enfrenta protestos na Câmara

''Como todos aqui, estava indignada com essa nomeação. Vi manifestações sendo organizadas em várias cidades, tanto no Brasil como em outros países, e achei que poderíamos fazer algo aqui em Paris também'', explicou a coordenadora do evento, Maíra Pôssas Abreu.

Os protestos ocorreram no sábado (23). O deputado e pastor Feliciano tem sido chamado de homofóbico e racista devido a declarações dadas por ele em entrevistas, a pronunciamentos seus feitos no plenário da Câmara e a mensagens postadas em sua conta de Twitter.

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Conhecendo apenas alguns conterrâneos na capital francesa, Maíra decidiu consultar as redes sociais em busca de grupos de brasileiros que moram na França para sondar qual seria o grau de interesse em um ato desse tipo.

''Percebi que havia uma boa quantidade de pessoas que se engajariam e criei o evento no Facebook'', relata. Após a criação do evento, ela enviou um convite online a diversos potenciais participantes e conseguiu a confirmação de 200 pessoas.

A proposta inicial era a de reunir os participantes em frente ao Consulado brasileiro, mas ''por motivos de segurança'', a polícia não permitiu. A autorização só foi liberada para que a manifestação ocorresse em uma praça próxima ao consulado. Alguns manifestantes até tentaram fazer fotos em frente ao edifício da representação em Paris, mas foram impedidos por policiais que estavam no local.

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Na praça do evento, os participantes exibiram cartazes com dizeres como ''Homofobia e racismo não'' e ''Racismo não é opinião'' e gritaram palavras de ordem, pedindo a saída do deputado Feliciano da presidência da CDHM.

Uma carta aberta pedindo a saída de Feliciano da presidência da CDHM foi assinada pelos manifestantes e será entregue ao consulado brasileiro na França. A expectativa é que o documento seja encaminhado para a Câmara dos Deputados.
 

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