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O afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT), decidido pelo Senado, repercutiu no parlamento catarinense. Além das impressões manifestadas sobre o processo, os deputados estaduais anunciaram expectativas com relação ao governo Michel Temer.


Antônio Aguiar (PMDB) afirmou confiar na capacidade administrativa e de articulação política de Temer, características que, a seu ver, serão fundamentais para que o futuro governo possa restabelecer a economia do país. “Ele tem o dom de buscar o entendimento político pelo diálogo, é político experimentado e nós, do PMDB, confiamos em sua competência em reconstruir o Brasil. Claro que terá que mostrar uma grande capacidade de gestão, tendo em vista que o rombo é grande e será difícil recolocar a casa em ordem.”


Já para Dirceu Dresch (PT), com a ascensão de Temer à presidência, o Brasil entra em um período “cinza, nebuloso e completo de incertezas”. O parlamentar criticou, sobretudo, o documento “Uma Ponte para o Futuro”, - que contém as metas do presidente interino para a gestão – qualificando-o como um retorno do país às políticas conservadoras. “O programa, que deveria se chamar uma pinguela para o passado e de que a mídia pouco fala, será a consolidação disso, pois prega coisas como o Estado mínimo e a flexibilização das leis trabalhistas, como se estas fossem as razões dos problemas do Brasil.”

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Ana Paula Lima (PT) ressaltou que desde o primeiro dia em que assumiu a função de vice-presidente, Temer tramou para derrubar Dilma, fato que agora tira sua legitimidade política e o desqualifica perante a sociedade brasileira. Ela declarou ainda que espera que o Judiciário casse seu mandato presidencial nos próximos meses. “A história do nosso país vai ter sempre uma nódoa, uma mancha. Os golpistas vão chegar ao poder sem voto, pois traíram uma mulher. Se a presidente precisa ser afastada, o vice também o merece e quando o judiciário fizer isso, terá minhas palmas.”


O embate entre os partidos de Temer e Dilma na tribuna do Parlamento catarinense ganhou mais uma etapa com o pronunciamento de Manoel Mota (PMDB). “Associar Temer a um golpe é subverter os fatos. Não foi ele que implantou esse sistema de corrupção no país, que arrasou órgãos públicos e empresas como a Petrobrás”, disse.


Outros deputados, entretanto, adotaram uma postura mais conciliatória. “O dia não é para comemorações. Nenhum de nós queria que isto [o afastamento de Dilma] estivesse acontecendo e não devemos encarar o fato como uma questão partidária. Precisamos, sim, é pensar no país”, afirmou Deka May (PP), para quem a principal tarefa do novo presidente será devolver a esperança à população. (Da AgênciaAL)

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