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Mesmo com o cumprimento do contrato, empresa dinamarquesa ainda não recebeu pelo serviço

Requerimento foi aprovado por unanimidade pelo Plenário

Piçarras - Na sessão de terça-feira (12), a Câmara de Vereadores aprovou, por unanimidade, um requerimento do vereador Júlio César Teixeira (PP) sobre a lista de imóveis que a prefeitura aluga. No documento, que será enviado ao prefeito Leonel Martins (PSDB), Teixeira pede que o município envie a relação de imóveis locados pela Prefeitura de Piçarras, no período de 1 de janeiro de 2013 a 12 de agosto de 2014, bem como cópias dos contratos de locação, valor mensal do aluguel, entidade contratante, prazo de locação e destinação do imóvel.
 
Para o edil, os aluguéis, além de ser desnecessários, estão acima do preço de mercado.
 
- Tem muitos imóveis alugados que não precisava. Parece que a prefeitura alugou uma casa próximo ao fórum, onde será instalada a nova prefeitura. Se existem salas vagas lá, para que alugar? O preço do aluguel está acima do mercado. Por exemplo, alugaram uma residência no Nossa Senhora da Paz por R$ 3.700,00 por mês – disse o vereador durante o seu pronunciamento.
 
Aterro hidráulico
 
Outro requerimento polêmico aprovado pelos vereadores na sessão de terça-feira diz respeito ao aterramento hidráulico da praia de Piçarras. O requerimento, também de autoria do vereador Júlio César Teixeira, pede que o prefeito Leonel envie ao Legislativo Municipal cópia de todos os boletins de medições relativos ao contrato firmado com a empresa dinamarquesa Rohde Nielsen.
 
A petição do vereador ainda recomenda que o município envie cópias de pagamentos efetuados, documentos fiscais e o levantamento de aferição do volume de areia realizado pela empresa Alleanza de Joinville e  Univali de Itajaí.
 
- No caso da aferição feita pela Univali é preciso saber se existe algum contrato firmado com a prefeitura. O pagamento foi feito, o contrato nunca apareceu – completou o vereador.
 
Em 2013, a Prefeitura de Piçarras contratou um estudo para medir a quantidade de areia depositada pela empresa dinamarquesa um ano antes. O trabalho, realizado pela Univali e a empresa Alleanza, apontou que 450 mil m³ de areia haviam sido depositados à beira-mar e não os 591 mil m³ previstos em contrato. A Rohde Nielsen contra-argumentou dizendo que a diferença referia-se ao custo de deslocamento da draga entre a Europa e o Brasil.  A briga não foi resolvida até agora. Com isso, a empresa acabou sem receber pelo serviço feito em 2012.

 

O aterro hidráulico da Praia Central de Balneário Piçarras teve início em 11 de dezembro de 2012. Para a reconstrução da faixa de areia até barra, calcula-se que sejam necessários mais de R$ 2,9milhões.
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