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Coletores que já realizavam o serviço precisam ser incluídos na política pública

PIÇARRAS - Após atrasos e um período de divulgação, na segunda-feira, dia 5, um caminhão da Fundação do Meio Ambiente (Fundema) deu início à coleta semanal de resíduos sólidos recicláveis. Nos primeiros dias da coleta, alguns moradores ainda têm dúvidas e também registraram problemas com o recolhimento das sacolas identificadas, mas a avaliação, em geral, é positiva. O próximo desafio é incluir nesse processo quem já sobrevive da reciclagem.

A coleta é realizada uma vez por semana, a partir das 7h, em cada bairro e localidade da área rural, de acordo com o cronograma que é distribuído por agentes comunitárias de saúde. Os dias de coleta seletiva são intercalados com o recolhimento do lixo comum (orgânico e rejeitos), realizado pela concessionária Recicle.

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Para alertar os moradores, o caminhão emite som que simula um sino.

“É muito importante ficar atento ao itinerário. Os resíduos devem estar limpos e acondicionados preferencialmente em sacos azuis, qualquer identificação como etiquetas, a junção de pequenas sacolas nos sacos azuis ajuda o coletor a identificar”, orienta o presidente da Fundema, Marcos Zaleski.

O serviço estava previsto para ter início em junho, mas a implementação atrasou.

“Minha primeira relação com a coleta não foi muito boa porque não pegaram o meu lixo, mas a gente dá um desconto porque foi a primeira vez. Só espero que não se repita. Fora isso, dou meu total apoio ao projeto para que o projeto tenha vida longa e que a comunidade se engaje mais com a causa”, comenta a jornalista Danielle Garcia, moradora do bairro Nossa Senhora da Paz.

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Material de orientação aos moradores é distribuídos por agentes de saúde e nas escolas da comunidade (Fotos: Divulgação | PMBP)

Ela avalia de forma positiva a distribuição de cartilhas que também estão disponíveis na internet e foram distribuídas nas escolas, onde a Fundema promoveu palestras e atividades de orientação.

“A conscientização para a coleta seletiva é importante, acho que deveria até ter sido maior”.

Confira o cronograma da coleta seletiva:

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Cooperação e trabalho

Desde 2014, quando a Secretaria de Planejamento anunciou um projeto em parceria com a Amfri, a população aguarda pelo início do serviço. Moradores como Bianca Fragoso, de 26 anos, que esperavam a implementação do projeto há algum tempo, ficaram satisfeitos com o início da coleta.

“Cheguei a ouvir que seria iniciada coleta seletiva, mas já ouvi isso tantas vezes que fiquei em dúvida se realmente iria acontecer. Fico feliz que tenha dado certo e espero que continue firme, pois a coleta seletiva é muito importante para a preservação do meio ambiente”, alerta.

Antes mesmo de ter início o serviço público de coleta, muitos moradores, como Bianca, já separam os resíduos. Eles contribuem com a população que sobrevive por meio da coleta de material reciclável na cidade.

“Desde que me mudei para Piçarras, em 2013, costumo separar os materiais recicláveis para um coletor que mora em minha rua, agora com a coleta municipal irá facilitar para todos”, diz ela.

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Prefeitura articula cooperativa depois de implementar o serviço (Fotos: Divulgação | PMBP)

Incluir os coletores de material reciclável no sistema municipal de reciclagem é a próxima etapa. Na terça-feira (6) uma reunião com coletores locais e comunidade começou a definir a formação da Cooperativa dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Balneário Piçarras.

“Aprovamos o estatuto e a composição dos conselhos de administração e fiscal, o próximo passo é o encaminhamento para registros junto aos órgãos competentes”, afirma Renato Martinez, articulador do projeto.

A iniciativa partiu do Programa Acessuas/Trabalho.

“Nossa parte como órgão público foi dar apoio, realizando as buscas por telefone e pessoalmente, procurando pessoas que pudessem fazer parte e auxiliar no processo”, comenta a coordenadora, Gisele Cardoso.

Em Piçarras, todo o material coletado pela Prefeitura é enviado para a Cooperfoz, cooperativa de Itajaí licenciada de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Mas a Prefeitura garante que o envio é temporário e que a cooperativa local passará a ser o destino do material.

* ACADÊMICO DE JORNALISMO | UNIVALI
EDIÇÃO: LEANDRO CARDOZO DE SOUZA - JP004308 SC
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