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Papel e material comestível são algumas das alternativas

PIÇARRAS - Mais de seis meses depois que foi aprovada, a lei municipal que proíbe uso de copos e canudos plásticos foi regulamentada pelo Governo Municipal. O decreto assinado dia 3/05 pelo prefeito Leonel Martins (PSDB) define o valor das multas previstas na lei de autoria da vereadora Lucimir Alcides Uller de Bittencourt (PSDB). No comércio local, os empresários fazem as contas do custo que a medida vai representar.

Segundo a Prefeitura, a fiscalização começou em abril, depois que terminou o prazo para o comércio e o setor de serviços se adaptarem. Mas só a partir de maio os estabelecimentos autuados recebem a primeira notificação, de alerta. Ficou fixada multa de R$ 500,00 para a segunda e de R$ 1.000,00 no caso da terceira autuação.

No lugar do plástico, os canudos podem ser de papel reciclável, material biodegradável ou comestível. Já os copos, podem ser de vidro, louça, alumínio, papel reciclável, biodegradável ou comestível. Mas todas essas alternativas representam custos a mais. A regra também vale para eventos esporádicos, festas abertas, barracas de praia e vendedores ambulantes, inclusive para produtos embalados individualmente.

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Material biodegradável, de papel, é uma das opções mais buscadas (Foto: Divulgação | BioCanudo)

O empresário do setor gastronômico, Rui Narciso, afirma que não é possível repassar esse valor de imediato para o cliente, pelo menos por enquanto. Ele também reconhece que o esforço pela preservação do meio ambiente soma de forma positiva para os estabelecimentos:

“Então a gente tem que absorver esse custo... No próximo cardápio, fim do ano, acaba somando alguma coisinha. Mas de imediato não vai representar custo para o cliente”.

Impacto ambiental

Na justificativa do projeto de lei que baniu o plástico, a vereadora Lucimir afirma que anualmente só a Prefeitura utiliza cerca de dois milhões de copos descartáveis.

“Tal informação dimensiona o tamanho do problema com o descarte deste material, já que todo o comércio local também utiliza canudos e copos desse tipo”, conclui.

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Canudos e copos ajudam a poluir os oceanos com microplástico (Foto: Praia Limpa)

O presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente (Fundema) Marcos Zaleski afirma que essa política pública busca despertar a consciência de que muitos hábitos estão baseados na conveniência, não em necessidade.

“Essa comodidade de consumo do descartável está nos cobrando um preço muito alto ao colocar em risco nosso próprio habitat e qualidade de vida”.

O procurador da Fundema, Rafael Alt Santos de Chaves  afirmou que o valor das multas foi calculado com base nas multas cobradas por outros municípios como Florianópolis e Rio de Janeiro, a fim de buscar um valor que impactasse tanto os comerciantes quanto o fornecedores para oferecerem produtos que sejam reutilizáveis.

Escolas Municipais participam de campanha ambiental

A discussão sobre a poluição marinha é ampliada nas cinco escolas municipais de Balneário Piçarras com a segunda edição da campanha “Oceano sem plástico”. A iniciativa da Fundação do Meio Ambiente (Fundema) já começou com palestras e uma gincana ambiental, que começou dia 29 de abril e segue até 31 de maio.

As cinco turmas (de 4ª a 9º ano) que juntarem o maior número de resíduos plásticos serão premiadas. A turma que ficar em primeiro lugar vai ganhar passaporte para o parque Beto Carrero World e para o Museu Oceanográfico Univali. As turmas que ficarem na 2ª, 3ª, 4ª e 5ª posição receberão ingressos individuais para irem ao Parque Aquático Tironi com suas famílias.

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Alunos assistem a palestras promovidas pela Fundema em cinco escolas (Foto: Arquivo | PMBP)

“No lançamento desta campanha, realizamos palestras para mais de 2 mil alunos da rede municipal, técnicos da FUNDEMA repassaram informações importantes dos impactos do plástico no meio ambiente. Alertando principalmente as crianças e jovens da importância da utilização de materiais reutilizáveis, melhorando a qualidade ambiental e a qualidade de vida de Balneário Piçarras”, finalizou o presidente da Fundação do Meio Ambiente, Marcos Zaleski.

Cada brasileiro gera um quilo de lixo plástico por semana, uma das maiores médias mundiais, segundo dados do relatório internacional Global Plastics Report e WWF.

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