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Plástico deixado na natureza é a principal ameaça humana à vida marinha

PENHA - O mutirão voluntário que tem contribuído para reduzir o impacto ambiental do movimento intenso durante a temporada chega neste sábado, dia 19, às praias da Fortaleza e Manguinho. A coleta de resíduos deixados pelos seres humanos começa às 9h, com encontro dos participantes junto ao Coreto de Armação do Itapocorói. Além de ações de educação ambiental, os organizadores preparam mesa de frutas e distribuição de água.

Desde que as ações começaram, dia 05, em Barra Velha, os voluntários já percorreram a praia e ilha do Grant, Ponte Pênsil, praias da Península e Central, em Barra Velha. No município de Penha a ação passou também por Armação e Trapiche.  A maior parte dos participantes é formada por moradores e por veranistas que residem ou frequentam esses locais, mas o evento é aberto à toda a comunidade.

O principal resíduo recolhido é um dos mais danosos ao meio ambiente, sobretudo à vida marinha: o plástico e o microplástico.

O microplástico é originado de pedaços grandes de plástico que se quebram em pequenas partículas e em quantidades imensuráveis que permanecem nos oceanos por milhares de anos fazendo parte da dieta de diversas espécies marinhas, pois os animais não sabem diferenciá-lo de seu alimento. Ao ingerirem esses resíduos, terão uma morte lenta... - lamenta a voluntária e bióloga do projeto de monitoramento das praias, Isabela David.

Segundo ela, essa já é a maior causa da mortandade de animais marinhos.

É muito triste saber que estão morrendo por culpa do ser humano.  Por isso tantas pessoas estão cada vez mais envolvidas por essa causa. Mas precisamos que todos estejamos enganjados, em diversas maneiras, desde a destinação correta de resíduos, até a mudança de hábitos no dia a dia, recusar plásticos, diminuir o consumo desse material, já seria o início para combatermos tamanha poluição em nossos mares.

Enquanto o consumo de plástico não diminui, as ações de educação ambiental realizadas durante os mutirões de limpeza têm sido focadas na destinação correta desses resíduos.

Os frequentadores da praia acabam se engajando. Acabam também recolhendo uma parte do lixo do entorno… Então é muito importante que essas ações influenciem os frequentadores os moradores e as associações de outras praias também - afirma Cleber Neumann, um dos organizadores.

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Educação ambiental para muitas gerações (Foto: Eco Local)

Entre o mês de janeiro e a Páscoa, o movimento pretende percorrer 31km da costa do município, o que inclui praias, costões e trilhas. A iniciativa envolve empresas e associações de moradores, com apoio da Prefeitura e Projeto de Monitoramento das Praias da Bacia de Santos.

Faltam lixeiras

Os frequentadores têm obrigação de coletar e recolher o próprio lixo, mas nem todos se preocupam com o que deixam pelo caminho. Os locais com maior concentração de resíduos são aqueles em que faltam lixeiras.

Segundo Cleber Neumann, um dos organizadores, algumas praias como a do Trapiche e Grande, contam com boa quantidade de lixeiras implantadas pela Prefeitura ou pela comunidade. Mas ele, que atua no ramo do turismo de aventura, considera o número ainda insuficiente e promove uma campanha para implantar mais lixeiras.

A gente está lançando dois modelos em um projeto piloto para toda a Armação do Itapocorói. Mas a quantidade de lixeiras nas praias ainda não é o suficiente para atender toda a demanda de uma temporada de verão - avalia.

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Praias ainda não têm quantidade suficiente de lixeiras para a temporada (Foto: Eco Local)

Para obter mais informações sobre o mutirão de limpeza das praias, os interessados podem acessar a página https://www.facebook.com/ecolocalbarravelha/.

Mais sobre: verão;
 
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