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município não informa que providências tomou para encontrar e punir responsáveis

REGIÃO - Descarte ilegal de resíduos de lavoura. Essa é a principal suspeita da Companhia Catarinense de Saneamento (Casan) para a presença de ferro 33 vezes acima do recomendado na água do Rio Piçarras. A informação foi repassada pela Companhia ao Expresso das Praias na sexta-feira, dia 30, uma semana depois que a anormalidade foi constatada e notificada ao município. Mas, segundo a Casan, a Prefeitura ainda não se manifestou sobre as medidas que tomou para encontrar a origem do material contaminante e punir os responsáveis.

Blog da Redação: O preço da omissão
 

Além da Defesa Civil e da Fundação do Meio Ambiente, os vereadores também foram notificados da situação que, segundo a Casan, está sob controle. De acordo com a gerência da empresa, em Florianópolis, não houve mudança significativa no custo do tratamento.

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“Uma das ações mais importantes tomadas pelos técnicos foi realizar descargas de rede, para jogar fora a água amarelada. A CASAN reitera que apesar da coloração diferente observada pelos moradores, a potabilidade da água distribuída em nada foi alterada”, afirma a nota enviada ao Expresso nesta semana.

Questionada sobre a origem do ferro em excesso no único manancial que abastece as cidades de Piçarras e Penha, a Casan revelou que a principal suspeita recai sobre as lavouras ao longo do rio, a maior delas a do arroz:

“A Companhia supõe que a alteração no manancial deva-se a algum produto utilizado por propriedades da região ou descarte irregular de efluentes, já que o trajeto do rio é acompanhado por inúmeras plantações de arroz e outras culturas”.

Diante da falta de informações sobre as medidas tomadas pela Prefeitura, a concessionária informou ainda que o escritório local deverá entrar em contato novamente com a Fundação de Meio Ambiente e Defesa Civil.

“Desde meados da semana passada o problema está corrigido e continua sendo monitorado. A Casan pede que qualquer observação por parte dos moradores seja comunicada via Central de Atendimento 0800 643 0195, para que as medidas necessárias sejam tomadas”, informa.

Procurada ao longo da semana, a Prefeitura não respondeu aos questionamentos da reportagem.

 
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