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PROFISSÃO DE RISCO
Secretarias de Saúde e Educação não divulgam números oficiais sobre casos de Covid-19 na rede de ensino

 

REGIÃO - Relatos diários de alunos e professores com sintomas de Covid-19 são a nova rotina das escolas que retomaram as atividades presenciais na pior alta de casos de Covid-19 desde a chegada da pandemia à região. 

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Mas as Secretarias de Educação e de Saúde não forneceram ainda dados específicos para o setor. Em Itajaí, servidores da Educação entram em greve das atividades presenciais a partir desta terça-feira, dia 16.

O SindiFoz denuncia a falta de transparência dos municípios sobre os casos de covid na rede de ensino. 

Temos observado que estão aparecendo casos de servidores da educação que estão testando positivo após o retorno das aulas presenciais. E não somente servidores, alunos e servidores terceirizados nos municípios que possuem, mas não temos acesso aos números oficiais”, denuncia o presidente da entidade, Francisco Eduardo Johannsem.

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Por falta de condições sanitárias adequadas, na maior escola do município de Penha, a Manoel Henrique de Assis, as atividades foram mantidas de forma remota. 

Essa rotina, iniciada em 2020, também impõe desafios e sacrifícios para os profissionais do magistério:

Tive que fazer um investimento pesado para ter um equipamento bom para fazer as aulas remotas", afirma o professor de História, Adalberto Schalinsky, que preferia estar fazendo atividades presenciais: "Mas infelizmente não há condições", constata.

O professor de Filosofia, Jairo Demm Junkes, critica a publicidade oficial que, segundo ele, mascara a realidade da maioria das escolas:

As propagandas ricamente elaboradas e pagas com dinheiro público não demonstram de maneira adequada a falta de professores. Visto que se nós estivéssemos retornado às aulas presenciais, infelizmente os alunos não teriam as aulas de todas as disciplinas. Porque aconteceram uma série de erros até agora não explicados na contratação dos professores”.

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A professora de Artes, Vanessa Matte Malmann, considera um privilégio continuar trabalhando em casa enquanto muitos colegas estão obrigados a se expor ao coronavírus diariamente:

Eu convivo com professores que estão trabalhando nessa linha de frente. E é ali que mora o problema.  O retorno às aulas não é uma coisa normal, não há como voltar ao normal sem uma vacina que chegue a todas as pessoas", constata.

Vanessa também se solidariza com os pais e alunos que precisaram mudar radicalmente a rotina, mas lamenta que muitos não entendam a gravidade da situação:

Não se preocupam com o fato de que a escola pode ser um dos principais ambientes para disseminar o vírus, pois ela não tem estrutura, não tem o mínimo de preparo para receber os alunos de forma segura". 

Greve em Itajaí

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A greve em Itajaí foi decretada em Assembleia Geral virtual realizada pelo Sindicato dos Servidores Municipais da Foz do Itajaí Açu (SindiFoz). 

Segundo a liderança do movimento, mais de 92% dos servidores votaram favoráveis à paralisação das atividades presenciais, mantendo as atividades apenas de forma remota, como foi durante todo o ano de 2020.

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Antes da Assembleia, o Sindifoz voltou a oficiar a Secretaria de Educação sobre um levantamento feito junto aos servidores, que justifica a medida. 

O relatório, extra-oficial, informa que desde o início das aulas presenciais até a manhã do dia 10, eram 107 servidores que testaram positivo, 27 alunos, 6 terceirizados e 81 casos suspeitos.

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