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Prédio reformado em 2012 apresenta falhas estruturais, atestam técnicos da Defesa Civil local
Segundo laudo técnico, laje está comprometida e pode ceder 
 
Barra Velha - O ano letivo começou conturbado para alunos e professores da Escola Municipal Manoel Antônio de Freitas, em Itajuba. Depois da interdição do prédio pelo Ministério Público, na sexta-feira, 06, uma nova reunião entre a Secretaria Municipal de Educação e membros do MP na terça-feira, 10, liberou parcialmente o uso do local. A iniciativa de entrar na justiça pedindo a interdição da escola partiu do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público de Barra Velha (Sintrambav) que apresentou diversos pontos de risco no prédio. 
 
O presidente do Sindicato, Jossias Coutinho, afirma que a construção do novo bloco apresenta desde falhas na execução do projeto até improbidade administrativa. A obra foi executada entre 2011 e 2012, desde então passou a apresentar problemas como infiltrações e rachaduras. De acordo com os laudos da Defesa Civil local, os pontos mais críticos são as salas onde ficam situadas a biblioteca, o laboratório de informática e a secretaria, localizada no andar de baixo. Essa por sua vez apresenta problemas na laje, correndo o risco de desabar, além de pisos soltos e mofo. 
 
Controvérsia
 
O vereador Adílson Madruga (PT) – mesma sigla do secretário de Educação Valdir Nogueira – saiu em defesa da obra e disse em sua página na internet que a interdição não teria acontecido. Segundo ele, as informações teriam sido divulgadas erroneamente. Porém, a assessoria de imprensa da Prefeitura divulgou em nota que a interdição de fato teria ocorrido, mas logo foi revista. “Após uma audiência de conciliação entre o Ministério Público e representantes da Prefeitura de Barra Velha, a decisão foi que as áreas que necessitam reparo serão isoladas para que as obras sejam feitas.”
 
Além do novo bloco, outros dois que apresentam problemas serão desativados. Em decorrência das obras, 175 alunos irão frequentar as aulas em espaço locado pela Prefeitura, ainda a ser definido.
 
Sessenta alunos serão remanejados para outra unidade escolar e os demais continuarão a frequentar a unidade em espaços remanejados. “Vale salientar que em nenhum momento houve interrupção das aulas. As secretarias envolvidas estarão no esforço de tomar todas as medidas necessárias para que os alunos da unidade escolar retomem sua rotina dentro da instituição o mais breve possível.
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