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Líderes religiosos mobilizaram fieis para pressionar governo e vereadores

 

Tema polêmico pode estar presente no Plano Municipal de Educação

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Barra Velha - O discurso religioso monopolizou a audiência pública para debater a inclusão da identidade de gênero no Plano Municipal de Educação (PME). O encontro organizado pela Secretaria de Educação e Cultura (Semec), segunda-feira (13), para explicar e debater o tema foi marcado pela participação de líderes religiosos que aproveitaram o espaço para contestar a política nacional determinada pelo Ministério da Educação. Eles foram apoiados por uma plateia formada em grade parte por fieis que foram mobilizados pelas igrejas.


As lideranças políticas também se fizeram presentes e, preocupadas em agradar o eleitorado conservador, se manifestaram, todas, contrárias à política nacional, antes mesmo que as diretrizes fossem apresentadas. Os vereadores Dalete Vieira (PMDB), Douglas Elias da Costa (PR) e Daniel Pontes da Cunha (PSD) afirmaram que votarão contra as propostas na sessão do dia 31 de julho.

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O prefeito Claudemir Matias (PSB) se manifestou em uma carta, lida pelo vereador Douglas, na qual disse ser contra a inclusão da identidade de gênero no Plano Municipal.


O ex-secretário de Educação e doutor em Educação, Valdir Nogueira, esclareceu as diretrizes sob o ponto de vista pedagógico, didático e psicológico. Mas, fora isso, o discurso religioso prevaleceu sem contrapontos. Entre as principais preocupações manifestadas por padres e pastores está a de que a inclusão de diretrizes sobre igualdade de gênero possa influenciar a orientação sexual das crianças. “A escola não vai ensinar as crianças a optar por libertinagem, por promiscuidade, por um pecado grave contra o nosso Deus”, defendeu o pastor da 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular de Barra Velha, Sérgio Correia.


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Valdir Nogueira: "A política adotada pelas escolas é de respeito à escolha de gênero"

O secretário de Educação do município, Adílson Madruga, também parece acreditar que a orientação sexual das crianças possa ser influenciada, mas garante que essa não é uma prática nas escolas locais. “A política adotada pelas escolas é de respeito à escolha de gênero de cada um dos alunos, sem que haja incentivo para que as crianças adotem um comportamento homossexual ou não”, afirma.

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Para Madruga, apesar da recusa prévia das diretrizes, não há nada definido. “A questão de gênero vai ser estudada ainda. Talvez a gente tire a palavra gênero se isso incomoda muito, mas nós temos que encarar a realidade. Não adianta querer esconder alguma coisa que está aí na nossa cara”, afirmou.


Assunto controverso


Segundo o portal adolescencia.org.br, identidade de gênero é a maneira como alguém se sente e se apresenta para si e para as demais pessoas - como masculino ou feminino, ou ainda pode ser uma mescla, uma mistura de ambos, independentemente do sexo biológico (fêmea ou macho) ou da orientação sexual (orientação do desejo: homossexual, heterossexual ou bissexual).

 

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A identidade de gênero é normalmente confundida com a orientação sexual. Uma pessoa travesti, por exemplo, pode se sentir atraída tanto por homens quanto por mulheres e por outras travestis. Essas pessoas, como conhecemos no Brasil principalmente, não são encontradas em todas as partes do mundo.


Em outros países, as pessoas que, para os brasileiros, seriam travestis, recebem outros nomes. Na Índia, onde a homossexualidade é crime, transgêneros são considerados seres divinos, portadores de boa sorte e bênçãos.

 

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