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Segundo a diretora Cláudia Vizoni, construção da nova quadra não vai atrapalhar as aulas

 

Em mais de 15 anos, obra foi iniciada, demolida e ainda gera discussão

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Piçarras - Anunciada em setembro de 2014 pela Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de Itajaí, a construção da quadra coberta poliesportiva na Escola Estadual Alexandre Guilherme Figueredo ainda não começou. A quadra deveria ser construída pela empresa Salver, da cidade de Ituporanga, ganhadora de licitação pública.


A ordem de serviço para a construção da quadra poliesportiva foi assinada pela Salver e o Governo do Estado em dezembro do ano passado, mas até a quarta-feira (15), as obras não haviam começado. A previsão da empresa é de que a construção da quadra comece no fim do mês. A Salver também não informou uma previsão de entrega da obra.

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Com um recurso de R$ 553.832,93, do Governo Federal, a primeira e segunda etapas da obra incluem a instalação do piso de concreto, cobertura e iluminação. Já o fechamento lateral, construção dos vestiários e banheiros fazem parte da terceira e quarta etapas, que não foram licitadas. A conclusão da obra vai depender da disponibilidade de recursos do governo federal.


A assessoria de imprensa da SDR Itajaí informou que a Salver não começou a obra porque está ainda na fase de sondagem do terreno. A previsão, segundo a SDR, é que a construção da quadra, com o levantamento das estacas e da cobertura, comece daqui a duas semanas.


Informação que foi confirmada pela diretora da Escola Alexandre Guilherme Figueredo, Cláudia Vizoni.


- Os funcionários da empresa começaram a fazer um levantamento do local em que será construída a nova quadra. O lugar é inclinado e precisa talvez ser aterrado – presume.
Cláudia disse que a obra não vai atrapalhar as atividades dos estudantes.


- A nova quadra poliesportiva vai ser construída num lugar afastado da quadra que os alunos usam hoje. Não vai atrapalhar em nada e até os caminhões vão entrar por um outro local. A obra é importante já que os estudantes têm que fazer as atividades debaixo de sol e chuva – ressalta a diretora.

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O Expresso das Praias tentou por três vezes conversar com a engenheira da Salver e responsável pela obra, Valquíria da Cunha Buss. Na primeira vez ela disse que não poderia atender. Na segunda, informou que estava em uma ligação. Na terceira tentativa, a engenheira mandou avisar que estava em uma reunião.


Novela sem fim

 

Há mais de 20 anos, pais, alunos e professores da Escola Alexandre Guilherme Figueredo aguardam a construção de um ginásio de esportes. A obra chegou a ser iniciada em 1997, mas cinco anos de paralisação fizeram com que a estrutura ficasse danificada. Em 2002, tudo que foi construído foi demolido e restou apenas a quadra que os 1.200 alunos da unidade escolar utilizam hoje.


Em entrevista ao Expresso das Praias em 2014, o vereador de Piçarras e professor da escola Alexandre, Oswaldo Moreira da Silva Júnior (PT), criticou duramente a decisão do Governo do Estado de construir uma quadra em lugar de um ginásio:

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- A construção da quadra praticamente mata a possibilidade da construção de um ginásio de esportes. Este tipo de obra não ajuda nada e vai se transformar numa herança maldita para os alunos – disse, na época.

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