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Está confirmada para março assinatura de contrato com a Marinha
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REGIÃO - A indústria naval deve ajudar a aquecer a economia regional a partir deste ano, com a construção de quatro corvetas para a Marinha do Brasil em Itajaí. Nesta semana a Prefeitura confirmou para o dia 04 de março a assinatura do contrato de R$ 6,4 bilhões com a expectativa de gerar em 10 anos até oito mil empregos: dois mil diretos e seis mil indiretos. O Consórcio Águas Azuis é o vencedor da licitação e incluiu entre os participantes o Estaleiro Oceana, que opera em Itajaí.

Representantes do consórcio estiveram na Prefeitura terça-feira (04) para confirmar a data e os próximos passos do projeto. Todo o processo de produção será a partir de Itajaí, desde a elaboração do projeto executivo, nos primeiros 18 meses do contrato. Durante a reunião, o prefeito Volnei Morastoni se comprometeu em atrair novos investimentos na área naval e militar.

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“Já temos projetos para melhorar a infraestrutura e as vias de acesso ao estaleiro na Murta”, disse.

Além disso, o Município estuda melhorias na lei de incentivos fiscais e a inclusão de tecnologia nas áreas contempladas como contrapartida.

O projeto

O projeto de U$ 1,6 bilhão (aproximadamente R$ 6,4 bilhões) e que deve gerar mais de dois mil novos empregos diretos e seis mil indiretos é da Marinha do Brasil. Um processo licitatório de mais de 200 itens reconheceu o Consórcio Águas Azuis como vencedor para a construção de quatro corvetas da classe Tamandaré.

O Estaleiro Oceana aguarda os detalhes de sua participação com a Embraer, principal responsável pelo projeto. As embarcações terão 107,2 metros de comprimento, 15,95 de boca (largura) e 5,2 metros de calado (profundidade). Cada corveta contará com quatro motores, canhões, metralhadores, sistemas de lançamento de mísseis, torpedos e despistamento.

O estaleiro de Itajaí

O Estaleiro Oceana em Itajaí utiliza uma área de 310 mil metros quadrados em processos nos quais podem se empregar mais de 1000 funcionários na construção de até seis navios por ano. De acordo com o Grupo CBO, dono do estaleiro, Itajaí foi escolhida por sua notável vocação para construção naval, disponibilidade de mão-de-obra treinada e localização privilegiada em relação à cadeia de fornecedores e clientes.

O grupo é uma empresa de navegação com foco na construção e operação de embarcações de apoio offshore de médio porte, além de embarcações de inspeção e construção submarina. A empresa tem sede em Niterói e unidades em Macaé e Itajaí.

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