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Obras de reforma do Trapiche já começaram

PENHA - A cidade está confirmada como destino de dois navios de passageiros que vão fundear na Enseada do Itapocorói na próxima temporada (2019/20). A informação foi oficializada pela empresa MSC, que enviou representantes à cidade nesta semana. Eles foram recebidos na terça-feira, dia 22, para avaliar as condições da Praia do Trapiche e conferir os projetos de infraestrutura para o local que também começaram a ser executados nesta semana.

Outros detalhes como o ponto exato de fundeio ainda precisam ser definidos com base em uma carta náutica internacional. Os navios que devem fazer testes na cidade ainda dependem dessa avaliação. A esquadra da MSC Cruzeiros opera atualmente 18 embarcações com capacidades que variam de 2.550 até 6.334 passageiros. 

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Liderados pelo comandante Luigi Pastena, os representantes da MSC estiveram reunidos com o prefeito Aquiles da Costa e os secretários de Turismo, Planejamento, Serviços Urbanos, Administração e de Governo. A eles foram apresentados os mapas náuticos da região e o projeto do novo trapiche. 

Pastena disse estar encantado com a iniciativa e considerou que a baía de Itapocorói, onde o transatlântico deve ficar ancorado, é um porto natural. 

Ainda na terça-feira (22) a Prefeitura deu início à reforma do Trapiche da Praia de Armação do Itapocorói, obra que deve ser executada em duas etapas. A primeira, de reconstrução do atracadouro, terá investimentos na ordem de R$ 566.223,27 e prazo de execução de 90 dias. A notícia empolgou empresários e moradores, mas também levantou dúvidas.

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MSC Cruzeiros opera 18 navios de passageiros em todo o mundo  (Foto: Divulgação)

O Expresso das Praias saiu às ruas e perguntou à população sobre as principais dúvidas. 

“A ideia parece boa para o turismo, mas não sabemos como ficará pra gente, se vamos poder usar o trapiche como antes ou irá mudar”, questiona Nivaldo Gonçalves, 47 anos.

O diretor de engenharia, Alcemar de Souza, responsável pelo projeto da reforma, explica: 

“A situação [para os pescadores] irá ficar como era antes, porque a base do trapiche não será modificada, vai continuar no mesmo formato. A única mudança serão as boias flutuantes dos dois lados, para o barco que vem trazer os turistas do cruzeiro poder encostar, enquanto os pescadores irão atracar na parte frontal”.

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Estrutura interditada deve ser refeita para atender pescadores e turistas (Foto: Divulgação | PMP)

O secretário de planejamento de Penha, Lino Alfredo Bento, complementa pontuando todas as mudanças que serão feitas na reforma.

“Vamos reaproveitar somente as estacas. O Trapiche vai ganhar nova passarela, deques flutuantes, rampas de acesso, cobertura, cerca de alumínio, vidro temperado e até um pequeno portal”.

A primeira etapa da obra, que iniciou nesta semana, será a implantação de reforço estrutural e desmanche da atual passarela, que será substituída por uma nova, com madeira de itaúba.

“O novo trapiche terá partes de concreto e outras de madeira de melhor qualidade do que a atual, justamente para prevenir sua deterioração, ao contrário do que acontecia com a estrutura anterior, que necessitava de manutenção constante”, lembra o secretário.

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Obras de reconstrução do Trapiche de Armação foram iniciadas na terça-feira (Foto: Divulgação | PMP)

Roteiro diversificado

Edpo Cristiano Bento, secretário de Turismo, informa que está sendo organizada uma reunião para conversar com os pescadores e comerciantes e destaca a possibilidade de novas oportunidades.

“Os cruzeiros irão 'atracar' na época de parada do camarão [defeso], então será uma oportunidade para os pescadores poderem levar os turistas para conhecerem a costa da Penha.” Edpo também falou sobre os cursos que serão oferecidos. “Já conversamos com o Marcos Almeida, da MSC, sobre realização de treinamentos e palestras voltadas a pescadores e comércios.”

Entre os setores mais interessados está o da gastronomia, com diversos restaurantes no entorno do Trapiche de Armação. Mas os comerciantes afirmam que é preciso investir em ações para que os turistas conheçam as praias da região e o entorno do local. 

“Se focar somente no Cruzeiro e Beto Carrero, o impacto será mínimo, o pessoal vai sair do Cruzeiro e vai direto pro parque”, pondera o proprietário da Amaro’s Petiscaria.

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Amaro Petisqueira: setor público e privado precisam investir mais (Foto: Jeferton Santos)

O secretário de Turismo admite que o Parque Beto Carrero é o que motiva a vinda dos cruzeiros para a Penha, mas também aponta:

“Cada cruzeiro ficará dois dias na cidade, totalizando pelo menos um pernoite. Além de visitar o parque Beto Carrero, esses visitantes também poderão frequentar nossa rede hoteleira e gastronômica, contribuindo muito para o turismo na nossa cidade; a expectativa é de que cada pessoa que desembarque gaste pelo menos R$ 380 reais por dia. Cada parada teste poderá render mais de R$ 900 mil.”

Durante os dias em que o navio de cruzeiro estiver fundeado, a rua da praia será bloqueada; e um estacionamento para ônibus está em pauta.

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