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No carrinho, mercadorias substituídas ou conta mais cara

 

Frio antes do previsto prejudicou safra e diminuiu oferta do produto

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Da Região - A cesta básica de Itajaí já tem um novo vilão. Depois da batata, agora a bola da vez é o feijão. O produto subiu 51,49% em junho e puxou a alta da cesta básica itajaiense, que ficou em 6,19%. A cesta básica passou de R$363,39 para R$385,88. Os dados são do Projeto Cesta Básica Alimentar de Itajaí, coletados e analisados mensalmente, com monitoramento da equipe Uni Júnior, da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).


Além do feijão, o leite (35,89%), a farinha de trigo (20,76%), a batata (10,85%), a manteiga (9,60%), o arroz (8,54%), o tomate (6,36%), o açúcar (5,83%) e o pão francês (5,59%) também contribuíram para a alta.

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As condições climáticas atípicas que prejudicaram a safra do feijão fizeram o preço do produto disparar no mercado. O preço do leite também contribuiu para a alta da cesta básica.


- Não aumentou mais porque o preço da carne diminuiu quase 6% - explica o economista Jairo Romeu Ferracioli. O professor da Univali acredita que o preço do feijão deva diminuir nos próximos meses porque muitos produtores estocam o produto para controlar o preço. - Com a chegada de novos fornecedores no mercado, a tendência é de que o preço caia - completa.


O Governo Federal também irá importar feijão e o simples fato de anunciar isso já pode fazer o preço diminuir.


Para Ferracioli, a queda na cotação do dólar também deve influenciar o preço de alguns produtos.


- O reflexo nos preços dos produtos não será sentido agora e sim daqui a dois ou três meses. O dólar tem impacto no custo do produto, principalmente com relação à compra de fertilizantes que são importados.

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Preços da carne e do óleo de soja registram queda


O levantamento feito por pesquisadores da Uni Júnior registrou queda nos preços da carne (5,96%), do óleo de soja (2,9%), do café em pó (1,18%) e da banana branca (0,31%). A baixa da carne fez com que o custo da cesta básica não fosse ainda mais elevado, considerando que a carne tem o maior peso na cesta, com 36,25%, seguida do pão francês (11,83%) e da batata (8,73%).


Com este aumento no custo da cesta básica em Itajaí, o poder de compra do trabalhador assalariado em relação à compra dos alimentos básicos continua baixando. Passou de 41,29% em maio para 43,85% em junho. Em termos de horas de trabalho para aquisição da cesta, passou de 90 horas e 51 min para 96 horas e 25.

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