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Brasil Conectado: programa de isenção de taxas chegou ao fim

 

Os preços vão subir : computadores, telefones celulares e outros produtos de tecnologia voltam a recolher IPI a partir de dezembro

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Da Região – Está confirmado. A partir de dezembro, os aparelhos eletrônicos ficarão mais caros com o retorno do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) anunciado pelo Governo Federal. A alíquota zero, que visava estimular o acesso à tecnologia digital, foi suspensa pela Medida Provisória (MP) 690. Computadores, notebooks, tablets, smartphones, modens e roteadores, produtos incluídos no Programa de Inclusão Digital, não terão mais a isenção tributária. Até lá, as lojas querem aproveitar o restante do ano para aumentar as vendas no segmento antes que os preços aumentem.


De acordo com a justificativa pública do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a revogação do Programa de Inclusão Digital gerará aumento de arrecadação tributária em 2016 da ordem de R$ 6,7 bilhões.

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Mesmo com o fim da isenção fiscal para o setor de tecnologia, o comércio local está otimista com a previsão de vendas para os próximos meses. O gerente de loja do segmento de eletrônicos, Paulo dos Santos, acredita que os consumidores que pretendem comprar esses produtos devem antecipar as compras. “As pessoas vão se dar o direito de fazer as compras, principalmente no final do ano, nós atingimos muito a classe baixa que compra com prazo longo, ninguém gosta de pagar a mais, mas se o consumidor precisar comprar ele vai pagar pelo produto”, avalia.


Segundo o gerente, não é possível calcular a diferença de valores que a medida impactará no ano que vem, porque não foram amplamente divulgadas as novas taxas. “Os fabricantes ainda não repassaram novos valores, mas a intenção é aproveitar o período de fim de ano para as vendas em datas especiais, como agora em setembro, no dia do cliente, e em outubro, no dia da criança, com campanhas que ajudam nos descontos”, completou.
O empresário Flávio Riscarolli foi esperto. Ele já sabia que os itens eletrônicos teriam elevação dos preços em 2016. “Aproveitei as promoções deste ano para comprar alguns equipamentos para a minha empresa, pois já sabia desse aumento”, confirmou.


Tânia Dias também é empresária e ficou surpresa com a novidade. “Na verdade, nem estou precisando agora. O que tinha que comprar eu já comprei. Agora só quando pifar e se preciso for, comprarei um novo, já que esses produtos duram em média três anos, não é?”, definiu.


Bebidas


No que se refere às bebidas quentes (vinhos e destilados), a MP elimina o sistema que calculava o IPI sobre volume e preço do produto, e estabelecia um teto para o imposto. O governo alegou que a fórmula era complicada e prejudicava a arrecadação. A partir de dezembro, o cálculo terá como critério o tipo de bebida e o teto deixa de existir. Com a mudança, a previsão da Receita é de que haja uma arrecadação adicional de R$ 1 bilhão no item bebidas quentes.

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