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Comunidade é pioneira no acolhimento local a dependentes químicos

PIÇARRAS - Após 19 anos atendendo pessoas que sofrem da dependência química de álcool e outras drogas, a Associação Terapêutica "Sítio Caminho Novo" faz uma retrospectiva da sua atuação na região. Neste percurso, registra mais de três mil acolhimentos. São relatos de luto e dor que se mesclam a histórias de lutas e conquistas.

"Atendemos pessoas que sofrem de uma doença incurável. Um mal que atinge a alma do dependente e que muitas das vezes não permite a ele voltar à vida em sociedade. Estamos tratando de uma doença mental que tão facilmente se instala em muita gente, que depois não conseguem enxergar o caminho de volta", constata o fundador da Instituição, Gilberto Cardozo.

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História de compromisso

Dia 13 de outubro, a Associação completou 19 anos de uma trajetória totalmente voltada à vida.

"Hoje, nosso compromisso é com os que aqui estão e amanhã queremos que Deus continue nos abençoando para poder colaborar na manutenção de outras tantas vidas que possam nos procurar pedindo ajuda", destaca Gilberto.

Contato permanente

A cada aniversário, o Sítio comemora procurando reunir atuais e ex-acolhidos.

"A maioria deles muitas vezes reside distante e não consegue participar. O que importa é que procuramos conversar de alguma forma com todos. Os que passaram há mais tempo na casa é uma questão de amizade que ficou e que envolve as famílias. No caso dos acolhidos mais recentes, nós temos a obrigação de manter contato para saber como está cada um. As estatísticas dizem que no prazo de cinco a dez anos, de cada grupo de dependentes químicos, uma terça parte vai estar bem, outros 30% continuarão usando substâncias e a outra terça parte restante poderá estar morta. Mas são apenas números para quem acredita em vidas restauradas e que todos têm o direito às mesmas oportunidades", defende.

O "Sítio Caminho Novo" apurou que quase 50% das pessoas que passaram pela Associação nos últimos tempos têm se mantido abstêmias. Principalmente os acolhidos que cumprem o tempo mínimo de convivência no local, que é de seis a nove meses.

''Apuramos estes números com base numa média de 300 contatos que fazemos anualmente", informa Gilberto, enquanto agradece aos parceiros dos setores público e privado.

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