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Durante a madrugada, sensação térmica ficou abaixo de 0º na região

 

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Centros de Referência da Assistência Social ficam de prontidão para acolher população carente

 

A massa de ar polar que traz para o estado o inverno mais rigoroso desde o ano 2000 está mobilizando a Defesa Civil e os departamentos de assistência social em Balneário Piçarras, Barra Velha e Penha. Na manhã desta terça-feira (23), a temperatura média ficou em 7º nos municípios da região. Mesmo com o fio intenso, os moradores de rua se negam a recolherem-se nos abrigos preparados pelas prefeituras.

Barra Velha

O frio e a chuva intensos preocupam a Defesa Civil. De olho nos rios, que ficaram perto de transbordarem, os técnicos auxiliam a Assistência Social do município no atendimento aos moradores de rua. 

O Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) foi preparado para acolher a população carente, mas os funcionários encontram dificuldade para atender os moradores de rua. “Alguns não querem ajuda e não podemos levar ninguém à força”, afirma o coordenador da Defesa Civil, Elton Cunha. De acordo com ele, a Prefeitura estuda junto à Justiça, uma medida jurídica para que essa população vulnerável seja recolhida.

Durante o fim de semana, a Defesa Civil se manteve em alerta para o nível dos rios, especialmente em Itajuba, São Cristóvão e Centro, regiões que foram atingidas pela enchente em abril. Para acionar a Assistência Social de Barra Velha, a população pode ligar no telefone 3456 1067. A Defesa Civil, em todos os municípios, atende no telefone de emergência 199.

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Balneário Piçarras

A Secretaria de Assistência Social realiza rondas em toda a cidade para amparar a população mais exposta ao frio. Cobertores e agasalhos arrecadados nos meses anteriores estão sendo distribuídos a partir do CRAS, onde uma base para acolhimento de até vinte pessoas está preparada. Os Bombeiros e a Polícia Militar também estão de prontidão

Em Balneário Piçarras, os assistentes sociais também encontram certa resistência da população de rua. “Eles recebem os donativos, mas preferem ficar nos locais que escolhem para se abrigar, geralmente em prédios e casas abandonados”, afirma o chefe de assistência social, Diego Eleotério. Os cobertores, segundo ele, são distribuídos para esses moradores de rua e também para famílias carentes.

Para acionar o CRAS de Balneário Piçarras, a comunidade pode ligar no telefone 3347 2008 ou no celular 9235 9451.

Penha

Um reunião de emergência foi realizada nesta segunda-feira para definir as ações de amparo a população carente na cidade. Bombeiros, Defesa Civil, entidades e Prefeitura estão engajados no trabalho, segundo a assistente social Juliana da Silva. Em roda pela cidade, eles localizaram uma casa em construção abandonada, na Praia do Quilombo, onde a maior parte dos moradores de rua se abrigou.

Um abrigo na Escola Municipal Cipriano Silvino Custódio, em Santa Lídia foi montado, mas nenhum dos 15 moradores de rua localizados aceitou a ajuda. “Distribuímos comida, roupas e cobertores, mas eles preferiram ficar no local. Apesar de a maioria já ser conhecida nossa, há uma desconfiança muito grande”, lamente a assistência social.

A Assistência Social de Penha afirma que vai continuar monitorando a situação até que o clima esteja mais ameno. Para acionar o serviço, a população deve ligar nos telefones: 3345 1122, 3345 3904 ou 33454 3914.

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