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Próxima medida deve ser a reconstrução do passeio público

PIÇARRAS - Pouco mais de dez dias depois que a ressaca destruiu cerca de 150 metros da faixa de areia e parte do passeio público na orla norte, a Prefeitura deu início nesta quarta-feira, dia 31, à mais ações emergenciais na praia. A Secretaria de Obras informou que precisou esperar as condições do mar melhorarem para realizar medidas a fim de reduzir o impactos das ondas. 

Ao todo, são depositados no local mil sacos de areia (bags), que pesam cerca de duas toneladas cada um. Eles deverão formar uma barreira de proteção em uma área com extensão cem metros maior que a região atingida (250m). O material foi adquirido com recursos do Fundo de Manutenção da Praia (Fumpra) ao custo de R$ 10.450,00. O objetivo é que a estrutura absorva a energia das ondas e diminua o impacto sobre a via pública e a faixa de areia. 

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Após a colocação dos sacos de areia, deve ser iniciada a reconstrução dos decks em madeira arrancados após serem danificados pela ressaca. A Prefeitura não estabeleceu prazo para o término da obra, devido à instabilidade climática apontada pela Defesa Civil.

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Governo Municipal aplica recursos do Fundo de Manutenção da Praia para reparar estragos (Foto: Jeferton Santos | EP)

Estrago previsível

Moradores e veranistas acompanham de perto a luta da cidade contra a força do mar desde a primeira obra de recuperação, em 1999. Rui Carlos do Amaral, 55 anos, mora em São Bento do Sul e tem uma casa de praia com a esposa em Piçarras. Desde a ressaca mais recente, nesta semana o casal viu o estrago pela primeira vez.

“É um estrago natural bem grande, acho que a Prefeitura não tem muito o que fazer, pois é uma catástrofe natural. Ninguém pode prever uma coisa dessas. Agora precisam recuperar a praia o quanto antes para o pessoal poder aproveitar a temporada de verão na praia”, acredita Rui.

Mas o Governo Municipal tem sido criticado por não ter usado antes os recursos do Fumpra, cerca de R$ 9,4 milhões, em obras de prevenção que estão projetadas desde 2012, quando um aterro hidráulico foi realizado pela terceira vez. 

“O mar sempre comeu essa parte da praia. A prefeitura poderia ter usado alguma verba para construir mais molhes e quebra-mar, mas parece que o governo retirou alguma verbas. Agora estão colocando esses sacos de areia, mas isso é só uma remediação" - afirma o morador Elton Henrique, 42 anos, que costumava caminhar pelo trecho atingido pela ressaca.

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Faixa de areia foi comprometida em uma extensão de cerca de 150 metros da orla norte (Foto: Jeferton Santos | EP)

Mudança de prioridade

Elton Henrique faz referência à lei aprovada em 2017 para permitir à Prefeitura usar os recursos do Fumpra em obras que não estejam ligadas diretamente à manutenção da faixa de areia. A prioridade era aplicar o saldo na abertura da Avenida Beira Mar, no extremo norte da praia. 

"Já temos um estudo que comprova a necessidade da ampliação dos molhes e a colocação de um determinado volume de areia na parte central. Vamos incluir o trecho atingido por observação da nossa equipe de engenharia e pontuar outras medidas, caso seja necessário. Não podemos apenas colocar areia e não ter uma garantia técnica", afirma o prefeito Leonel Martins.

A nova obra de engordamento da faixa de areia e ampliação dos molhes não tem data definida para começar, pois ainda está em processo de licenciamento pela Fundação Municipal do Meio Ambiente.  Na semana após a ressaca, dia 22, a estrutura em madeira já havia sido retirada e as árvores arrancadas pelo mar replantadas em outro local.

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