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Previsão é de que novo sistema de transporte coletivo comece a operar em 2020
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REGIÃO - Um sistema de transporte coletivo que interligue os bairros é reivindicação antiga dos moradores de Penha e Balneário Piçarras. Por isso, os municípios pretendem firmar uma parceria para implementar o serviço até fevereiro de 2020. A informação foi apurada pelo Expresso das Praias nesta semana, quando a reportagem saiu às ruas para traçar um panorama da situação nos dois municípios. A falta de linhas entre os bairros e de abrigos adequados são as principais reclamações dos usuários.

Segundo os proponentes da ideia, o número de habitantes, tanto em Piçarras quanto em Penha, não proporciona demanda suficiente para que essas cidades tenham sistemas individuais de transporte coletivo. Com o consórcio, espera-se que o número de passageiros e a colaboração da AMFRI viabilizem o serviço.O sistema está sendo planejado por meio do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário da Amfri (CIM/AMFRI) e a expectativa é de que entre em funcionamento até junho de 2020.

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“Chegamos a realizar a abertura de um edital [para transporte coletivo municipal], mas a licitação deu deserta por não haver interesse econômico das empresas.... O que temos hoje é o atendimento de linhas intermunicipais, que vão de Navegantes a Barra Velha e vice-versa, passando somente pelas duas avenidas principais”, explica o secretário de Planejamento de Penha, Fredolino Bento, o “Lino”.

A estratégia do Consórcio Intermunicipal de Transporte Coletivo Penha/Piçarras é aumentar a demanda para gerar interesse das empresas.

Uma assembleia para votação do plano de trabalho será realizada dia 18/06. Os estudos de viabilidade e planejamento começam dia 1º/08 e seguem até 30 /10. Nesse período serão levantados todos os elementos técnicos necessários para montar um edital de contratação da empresa ou concessionária do serviço.

A expectativa é de que os trâmites legais da concessão ocorram até janeiro de 2020. Se até lá o concessionário já estiver escolhido, as operações devem começar em fevereiro e até junho o sistema estará em funcionamento.

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Linhas intermunicipais que operam atualmente circulam apenas nas avenidas principais (Foto: Ana Paula Salvador | EP)

Terminal rodoviário

O programa ainda prevê o projeto do terminal rodoviário intermunicipal integrado, a ser construído em algum ponto da SC-414, na “variante”, e todos os projetos de infraestrutura e mobiliário urbano (instalação dos pontos de ônibus). João Luiz Demântova, diretor executivo do CIM/AMFRI, explica que todo o funcionamento deve ser gerido pelo Consórcio, que será delegado pelos municípios.

O Consórcio, como órgão público, vai realizar o processo de concessão para a iniciativa privada operar o sistema:

“No plano a ser contratado tem todo um estudo econômico/financeiro de quais os investimentos que serão necessários no sistema, quais investimentos serão feitos diretamente pelo município, os que serão feitos pelo concessionário privado, e esses investimentos é que compõem o estudo econômico que vai definir o preço da tarifa, a remuneração da concessionária”.

Mais abrigos

Além de oferecer novas linhas e mais opções de transporte coletivo, o sistema intermunicipal é a promessa de uma solução para ambos os municípios no que diz respeito aos pontos de ônibus. Em Penha, os abrigos têm cobertura superior, mas são abertos nas laterais, e oferecem apenas uma proteção parcial contra chuva e sol, além disso estão presentes a cada 1km, enquanto o ideal seria um ponto a cada 400 m.

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Abrigos com pouca proteção contra chuva e vento estão distribuídos em número insuficiente nas duas cidades (Foto:Jeferton Santos | EP)

A situação em Piçarras é pior. Na Nereu Ramos há pontos a cada 600 m no centro, mas a partir da Getúlio são escassos, havendo lugares em que há 2 km de distância entre eles. Já na Emanoel Pinto existem apenas placas ou pintura nos postes sinalizando as paradas.

* JEFERTON SANTOS - ACADÊMICO DE JORNALISMO/UNIVALI
EDIÇÃO: LEANDRO CARDOZO DE SOUZA - JP 004308 SC
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