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Concessionária alega que baixo nível do Rio Piçarras levou à interrupção no abastecimento

PENHA - O prefeito recebeu dia 03 quatro representantes da Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Aris) para anunciar que, se a concessionária Águas de Penha não apresentar, em 10 dias, mudanças efetivas no trabalho na cidade, o contrato será rompido. A empresa também foi multada por não realizar investimentos dentro do prazo depois que uma falha no abastecimento deixou a cidade sem água durante a semana.

Entre as obras em atraso estão um reservatório de água com capacidade para 2 mil metros cúbicos e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Ambas já deveriam estar prontas há um ano.

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“Penha não pode ficar à mercê de uma companhia que está inerte. Ainda dependemos de Balneário Piçarras porque a Águas de Penha não fez o dever dela. Abrimos um processo administrativo e demos todas as chances para a empresa”, acusou o prefeito Aquiles da Costa.

Ele acusa a empresa de descumprir o contrato assinado em 2015 durante a gestão anterior e a repactuação firmada no ano passado após audiência pública.

Desde outubro de 2018, uma comissão analisa irregularidades no documento apontadas pelo Tribunal de Contas de SC. Sem manancial próprio, a companhia já deveria ter realizado investimento para se tornar independente da água captada no Rio Piçarras.

“Não existe a repactuação para eles. E o contrato original, que é pior ainda, eles não estão cumprindo. É inadmissível. Não é a primeira notificação. Agora retomamos com a multa e nossa intenção é quebrar o contrato com a empresa. Ou eles assumem a responsabilidade ou iremos quebrar o contrato”, ameaça o prefeito.

Bombas foram desligadas

Segundo a Companhia Águas de Penha, a falha desta semana foi provocada por uma parada não programada na Estação de Tratamento (ETA) operada pela Casan no município vizinho que deixou as torneiras secas na madrugada de quinta-feira, dia 3, das 3h30 às 7h. Em comunicado, a empresa informa que, devido ao baixo nível do Rio Piçarras, as bombas de captação tiveram de ser desligadas pois havia o risco de captar água com barro.

“Para garantir o bom funcionamento das bombas e da ETA, garantindo a qualidade da água, foi necessário interromper o tratamento”, informa.

A ETA voltou a operar às 6h da manhã, mas, devido ao processo de retomada do sistema, com baixa pressão.

Transtorno

Isabel, 38 anos, é moradora de Blumenau e veio passar alguns dias de férias em Penha. Ela diz estar gostando de conhecer a cidade, mas comenta sobre alguns problemas que a falta de água acarreta na rotina dos visitantes.

“Estamos comprando constantemente galões de água para usar, o mais complicado é para lavar a louça e tomar banho”, conta.

O desabastecimento também prejudica a população fixa. Gisely Rangel, 53 anos, é moradora de Penha e está entre as milhares de pessoas que ficaram sem água encanada.

“Estou sem água desde domingo. Banho só de balde, pois vem um pouco de água, sem força, que não sobe na caixa. Moro no segundo andar e é preciso buscar a água com balde, subindo a escada. Isso é um verdadeiro descaso com a população. Seis dias sem água”, conta.

A Concessionária Águas de Penha recebe reclamações e esclarece dúvidas nas centrais de atendimento, pelo telefone 0800 595 4444 e mensagens pelo WhatsApp no (47) 99234-1414.

* COM REPORTAGEM DE JEFERTON SANTOS - ACADÊMICO DE JORNALISMO E INFORMAÇÕES DA PMP E ÁGUAS DE PENHA
EDIÇÃO: LEANDRO CARDOZO DE SOUZA
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