Publicidade
Moradores e Prefeitura trabalham para reparar estragos causados pela força das ondas

 

 

Publicidade

Barra Velha foi a mais atingida pelo avanço do mar sobre a faixa de areia

 

Da Região - A ressaca que atingiu o litoral catarinense no fim de semana causou menos estragos em Piçarras e Penha do que nas outras cidades de região.  O pico de maré foi registrado na madrugada de sábado, por volta das 02h.  Em Barra Velha, a praia central foi a área mais atingida, um posto de guarda-vidas ficou destruído e toneladas de areia foram trazidas pelas ondas para Avenida Beira Mar. O trânsito foi interrompido para a retirada do material. A Secretaria de Obras e a Defesa Civil montaram uma força tarefa para a limpeza das vias.

 

Nas praias do Grant e da Península a pavimentação ao longo da orla foi danificada e cerca de cem imóveis comerciais e residenciais foram afetados. Em alguns locais, moradores chegaram a registrar até um metro de areia dentro das casas.

 

O prejuízo para o município está calculado em torno de R$ 500 mil. A previsão é de que tudo seja normalizado em trinta dias.  A Defesa Civil de Santa Catarina realiza o constante monitoramento das marés e repassa as informações com antecedência para que a Defesa Civil dos municípios faça o trabalho de prevenção junto à população.

 

Continua depois da Publicidade

Veja a galeria de fotos: {phocagallery view=categories|imagecategories=1|imagecategoriessize=0|hidecategories=17,56,13,8,2,14,30,36,37,39,45,49,18,22,16,33,23,24,5,9,10,15,21,27,31,32,19,3,4,11,26,38,40,41,60,61,34,7,1,20,25,28,48,46,47,50,59,42,43,44,54}

 

Penha

 

Já em Penha, cerca de trinta embarcações de pescadores artesanais acabaram danificadas pela ressaca que atingiu o litoral brasileiro na última semana. De acordo com informações dos Bombeiros Voluntários, elas estavam ancoradas nas praias da Armação e na do Trapiche. A Colônia de Pescadores de Penha, porém, não confirmou os estragos. Com a maré astronômica, o mar também chegou a avançar sobre algumas ruas, mas não foram registrados estragos.

 

Luta contra o mar

 

Em Piçarras, onde o serviço da Defesa Civil está desarticulado, a água chegou a avançar e levar parte da faixa de areia nas proximidades da foz do rio, mas os Bombeiros e a Prefeitura não registraram alagamentos. As correntes marinhas e as ressacas são apontadas como os principais fatores para a erosão da praia, iniciada a partir do aterro de lagoas e manguezais e da fixação da foz do Rio Piçarras na década de 1980. Por conta idsso, desde 1999, a cidade emprega a tecnologia do aterro hidráulico para recompor artificialmente a faixa de areia.

 

Na última manutenção, realizada entre 2012 e 2013, além de mais de 500 mil metro cúbicos de areia, foram construídos dois molhes para reduzir o impacto das ondas e das correntes. Toda a infra estrutura do passeio público também precisou ser refeita depois que o mar destruiu parte da Avenida José Temístocles de Macedo na região central.

Continua depois da Publicidade

 


 

Saiba Mais

Passagem de ciclone provoca ressaca e ventos de até 100 km

Defesa Civil mantém alerta para temporais e mar agitado

Maré alta e ressaca atigem cidades do litoral norte 

MPF quer que prefeito e outros acusados devolvam dinheiro

[Preamar] A natureza segue o seu curso

* Reportagem:

Continua depois da Publicidade

Pâmela Simas Fogaça

Guilherme Busnardo

 

Imagens:

Gaspar Toscan | PMBV

 

Edição:

Leandro Cardozo de Souza

 

 

Publicidade
X

Direitos Reservados

No right click