Publicidade

Med Clínica - Mega Banner

Relato de um dos filhos que encontrou o corpo ajudou a polícia

Penha -  O assassinato brutal de Alenir Aparecida de Almeida, em março deste ano, começou a ganhar um desfecho nesta semana. O ex-marido da vítima, o caminhoneiro Edson Pinheiro, de 41 anos, foi preso preventivamente e levado à Delegacia de Polícia onde confessou ter cometido o crime. Alenir foi ferida a facadas após luta corporal com ele e encontrada morta no dia seguinte pelos filhos de oito e quatro anos. Edson foi levado para o presídio da Canhanduba, em Itajaí.

Publicidade

A prisão preventiva foi expedida pela Justiça depois que a Polícia Civil apresentou os indícios que apontavam para o ex-marido. O inquérito policial será remetido ao Fórum para que a Juíza decida se Edson será indiciado pelo crime de feminicídio, quando a vítima é morta em razão do gênero. A pena pode variar de 12 a 30 anos.

As discussões constantes e uma briga judicial para o pagamento da pensão dos filhos teriam sido as causas do crime. Segundo o Expresso das Praias apurou, há quase dois anos a vítima registrava denúncias de agressão por parte do ex-marido. Recentemente, uma decisão judicial determinou a pensão alimentícia dos filhos fosse descontada da aposentadoria da mãe de Edson.

Como suspeito, ele chegou a ser ouvido diversas vezes pela polícia, mas afirmou que não teve contato com a vítima no dia do crime.  O filho de oito anos, que inicialmente afirmou estar dormindo enquanto o crime foi cometido, deixou escapar uma frase considerada crucial para o prosseguimento da investigação: - Papai mandou eu apagar a luz - teria dito em um dos depoimentos prestados à Polícia.

- A informação derrubou o álibi apresentado por Edson - revela o agente responsável pela Delegacia de Penha, Alan Coelho.

A confissão

Ouvido mais uma vez, o ex-marido confessou que esteve na casa de Alenir para conversar sobre a decisão judicial e que após os ânimos se alteraram, os dois entraram em luta corporal. Ele teria acertado a ex-mulher com golpes de faca no pescoço e peito, além de ter ferido as mãos e pés enquanto ela tentava se defender.

Em seguida Edson voltou à Balneário Camboriú, onde reside, e lavou as roupas manchadas de sangue. A confissão do crime derrubou a tese de que ela havia sido morta enquanto dormia ao lado dos filhos.

Publicidade
  • 1
X

Right Click

No right click