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Beto Carrero
 
Réu confesso afirma que foi coagido a envolver outros dois acusados no caso 

Piçarras - O julgamento dos acusados pelo homicídio do ajudante de cozinha Jefferson Fernando Pereira, em fevereiro do ano passado, pode ser marcado ainda para  o primeiro semestre deste ano. Em decisão publicada dia 18, o Juiz substituto da 2ª Vara, Luiz Octávio Davi Cavalli, acolheu a denúncia do Ministério Público contra Marcio Roberto da Conceição, Roque de Mauro e Misael Possobom. Eles devem ir a júri popular e já foram notificados da decisão. 

A apresentação das testemunhas que prestarão depoimentos diante do júri deve acontecer até a primeira quinzena de fevereiro. Na sequência o Juiz deve marcar a data do julgamento.

Marcio, Misael e Roque responderão pelo crime de homicídio qualificado mediante pagamento ou promessa de recompensa e por motivo fútil. O Ministério Público sustenta a tese de que o empresário teria contratado Misael para assassinar Jefferson por conta de uma dívida trabalhista. Marcio por outro lado garante que ainda nem tinha sido notificado dessa dívida quando o crime foi cometido.

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Contra Misael, a promotoria imputa uma terceira qualificadora, de “traição de emboscada mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido”, segundo o Código Penal.

Os defensores afirmam que não vão recorrer da decisão de levar os réus à juri popular porque estão confiantes na inocência dos clientes e não querem adiar a data do julgamento.

O advogado Claudio Colaço afirmou ao Expresso das Praias que mantém boas expectativas em relação ao júri e que não há indícios que criminalizem Márcio da Farmácia. Na sexta-feira, dia 26/01, ele apresentou os novos advogados que o auxiliarão no júri e antecipou detalhes sobre a linha de defesa. 

- A inocência do Marcio está estampada e não há elementos de prova. Vamos mostrar para o Ministério Público que eles estão errados desde o começo”.

Vítima foi encontrada morta dia 27 de fevereiro de 2017 com 18 facadas no corpo (Arquivo | Reprodução/Facebook)

Linha de defesa

A advogada Mara Bencz Ribeiro, que fará a defesa de Roque de Mauro, também garante estar segura quanto ao julgamento.

Samuel Siqueira Santana Rodrigues, advogado que fará a defesa do réu confesso, Misael Possobom, terá a missão de tentar diminuir a pena do seu cliente. Na defesa, o réu nega veementemente que tenha recebido de Marcio ou Roque uma quantia em dinheiro para cometer o crime, e que só incluiu os dois no delito porque teria sido coagido pela investigação policial. Para os investigadores, Possobom é um matador de aluguel.

- Esta conversa (do mando do crime) se iniciou em determinado momento da investigação que de maneira inquisitória eles queriam aumentar a história, talvez com intenção de torna-la parecida com os episódios daquelas séries policiais, estilo CSI e afins - ataca o advogado.

Em sua linha de defesa ele vai alegar que o cliente cometeu o crime mediante a violenta emoção, pois estava sob efeito de crack e teria sido assediado sexualmente pela vítima. Após recusar o ato sexual, Misael fora atingido com golpes de faca e revidado imediatamente.

A irmã da vítima contou em depoimento que ao entrar na casa avistou diversas latas de cerveja. Uma delas com resquícios do uso de crack.

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