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Vigilância Epidemiológica está em alerta para o número de focos, nenhum caso da doença foi registrado

Penha - O município está entre os 67 do estado que registram infestação do mosquito Aedes aegypt, transmissor da dengue e de outras doenças. A informação foi divulgada neste dia 6 em boletim da Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC). Dos quase 7 mil focos mapeados entre 31 de dezembro de 2017 e 31 de março de 2018, 20 estavam na Penha, segundo a Prefeitura.

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Para reforçar as ações preventivas no município, a Secretaria de Saúde informou que realiza mutirão nos bairros para informar a população e buscar possíveis criadouros do mosquito, que precisa estar contaminado para transmitir a doença. Também vem promovendo curso de formação para médicos e agentes endêmicos e uma campanha de mídia para conscientizar a população.

- Lembrando que há focos do mosquito, mas nenhum caso da doença foi registrado. As ações são diárias, inclusive de propaganda, para que a população denuncie casas fechadas que possam ter focos do mosquito - informa a Prefeitura por meio da Assessoria de Imprensa.

O foco principal dos agentes são os depósitos, ferros-velhos e terrenos baldios, onde se concentram a maior parte dos locais com água parada.

Panorama estadual

O boletim da Dive/SC sobre dengue, febre chikungunya e zika vírus indica que no período de 31 de dezembro de 2017 a 31 de março de 2018 foram identificados 6.929 focos do mosquito Aedes aegypti em 132 municípios. Nesse mesmo período, em 2017, haviam sido identificados 4.208 focos em 116 municípios. O número de focos em 2018 é 64,7% maior quando comparado ao mesmo período de 17.

Em relação aos municípios infestados, o aumento é de 21,8% em relação ao mesmo período de 2017, que registrou 55 municípios nessa condição.

FONTE: Dive/SC
Mapa dos municípios em: 31/03/2018 (Fonte: Dive/SC ).

Casos confirmados de dengue

Sinais e Sintomas da Dengue (Fonte: Dive/SC)
FONTE: Dive/SC

Foram notificados 615 casos de dengue em Santa Catarina. Desses, 5 (1%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 17 (2%) estão inconclusivos, 490 (80%) foram descartados por apresentarem resultado negativo para dengue e 103 (17%) estão sob investigação

Do total de casos confirmados até o momento, 2 são autóctones (transmissão dentro do estado), ambos de residentes no município de Itapema, e 3 são importados (transmissão fora do estado), de residentes nos municípios de Biguaçu, Porto União e São José, apresentando, respectivamente, os estados do Mato Grosso do Sul, da Bahia e da Paraíba como local provável de infecção. Em comparação com o último boletim, houve a confirmação dos 2 casos autóctones.

Febre chikungunya

Sinais e Sintomas da Chikungunya (Fonte: Dive/SC)
FONTE: Dive/SC

Foram notificados 129 casos de febre chikungunya em Santa Catarina. Desses, 5 (4%) foram confirmados (todos pelo critério laboratorial), 84 (65%) foram descartados, 40 (31%) permanecem como suspeitos, sendo investigados pelos municípios.

Do total de 5 casos confirmados até o momento, 3 são importados (transmissão fora do estado) e 2 são autóctones (transmissão dentro do estado), ambos de residentes no município de Cunha Porã. O caso autóctone divulgado por São Miguel do Oeste permanece em investigação, aguardando o resultado do exame encaminhado ao laboratório de referência do estado.

Zika vírus

Sinais e Sintomas do Zika (Fonte: Dive/SC)
FONTE: Dive/SC

Foram notificados 35 casos de zika vírus em Santa Catarina, 27 (77%) foram descartados, 7 (20%) permanecem como suspeitos e 1 (3%) como inconclusivo. Na comparação com o mesmo período de 2017, quando foram notificados 39 casos, observa-se uma redução de 10% na notificação em 2018 (35 casos).

O Aedes aegypti – mosquito transmissor também da febre amarela – é originário do Egito, na África, e vem se espalhando pelas regiões tropicais e subtropcais do planeta desde o século 16. No Brasil, chegou ainda no período colonial.

Orientações para evitar a proliferação:

  •       evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
  •       guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
  •       mantenha lixeiras tampadas;
  •       deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;
  •       plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
  •       trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
  •       mantenha ralos fechados e desentupidos;
  •       lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
  •       retire a água acumulada em lajes;
  •       dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
  •       mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
  •       evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
  •       denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;
  •       caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

Saiba mais sobre o combate ao Aedes aegypt: http://desen1.dive.sc.gov.br/ 

* Com Informações da DIVE/SC e Secom/SC

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