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Grupos promoveram manifestações nos estados do ES, MG, PR, RN, RS, SC e SP

 

Movimento não apresentou pauta de reinvindicações

 

Da Região – Parte dos caminhoneiros autônomos de Santa Catarina e do Brasil cruzou os braços mais uma vez. Na madrugada desta segunda-feira (9), cerca de 60 pessoas bloquearam a SC-486, que liga Brusque a Itajaí. A rodovia foi liberada no fim da manhã e o protesto terminou com a prisão de um manifestante pela Polícia Rodoviária Estadual.

 

Sem uma pauta clara de reivindicações, a categoria protesta contra o valor dos combustíveis; pede aumento no valor do frete, a saída da presidente Dilma Rousseff e aposentadoria com 25 anos de contribuição.

 

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), até às 17h desta segunda caminhoneiros mantinham bloqueios nos trevos da BR-163, em Dionísio Cerqueira, e BR 280, em Barracão. Em Campos Novos e São Bento do Sul, a PRF também registrou pontos de bloqueios nas duas rodovias federais. No Litoral Norte, não há registro de manifestações, conforme informações da Polícia Militar Rodoviária (PMRv) de Gaspar.

 

Sindicato não apoia manifestação

 

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários Autônomos, Francisco Biazotto, a paralisação não conta com o apoio da entidade.

 

 - Apoiamos a primeira em fevereiro, mas a de hoje não. O sindicato não apoia este movimento de rua. É um movimento organizado pelos caminhoneiros e não pelo sindicato – explica.

 

Biazotto ressalta que as reivindicações do setor estão sendo debatidas em Brasília por uma câmara setorial criada após o fim da paralisação do começo do ano.  A pauta tem 12 reivindicações, entre elas a redução do preço do diesel, uma nova tabela de frete, o fim da carga mínima e o refinanciamento de veículos.

 

Apesar de não apoiar o movimento, o sindicalista reclama da morosidade do governo federal.

 

- Estamos há nove meses negociando e nada aconteceu até agora. Não há nenhuma sinalização positiva para resolver o problema e por isso a paralisação de hoje. Mesmo assim, a posição do sindicato é de manter as negociações - diz.

A reportagem não conseguiu contato com integrantes do movimento grevista na região.

 

Além de Santa Catarina, caminhoneiros de Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, São Paulo e Tocantins também aderiram à paralisação, que não tem data para terminar.

 

Governo rechaça legitimidade do movimento

 

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, disse nesta segunda (9) que o governo respeita as manifestações e está aberto ao diálogo, mas não recebeu uma pauta para negociação.  A ausência de uma pauta clara, segundo ele, demonstra que a paralisação tem como objetivo o desgaste político da presidente Dilma Rousseff. 

 

 

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