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No Banco do Brasil 9 dos 14 funcionários aderiram à greve nacional

 

Atendimento foi suspenso no Banco do Brasil; categoria reivindica 16% de reajuste salarial mais inflação

 

Da Região – Em vinte estados do Brasil os bancários de instituições públicas e privadas entram em greve por tempo indeterminado a partir desta terça-feira (6). A categoria reivindica 16% de reajuste salarial (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real), entre outras demandas. De 2004 a 2014, os bancários tiveram 20,7% de ganho real nos salários e 42,1% no piso, conforme a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Nove dos 14 funcionários da agência do Banco do Brasil de Balneário Piçarras aderiram à paralisação nacional e o atendimento foi suspenso. As agências do Bradesco e da Caixa Econômica Federal atenderam normalmente.

Segundo o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Itajaí e Região (Seebi), a paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada em setembro. Na região, cerca de 500 bancários trabalham em agências de Navegantes, Itajaí, Ilhota, Luís Alves, Penha e Piçarras.

A categoria reivindica reajuste salarial de 16% com piso de R$ 3.299,66, vales alimentação, refeição, auxílio-creche/babá de R$788,00 ao mês, fim das filas com mais contratações de bancários, melhores condições de trabalho, fim das metas abusivas e do assédio moral.

A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma proposta de reajuste salarial de 5,5%, com piso de R$ 2.560,23 mais abono de R$ 2.500 não incorporado ao salário, auxílio-creche/babá de R$ 378,56 e auxílio-refeição de R$ 27,43.

De acordo com o presidente do Seebi, Sérgio Roberto Pio, a negociação está sendo feita em São Paulo pela Contraf-CUT.

- Queremos no mínimo 9,88% da inflação no período (setembro 2014/setembro 2015). O abono de R$ 2,5 mil foi rechaçado. A categoria entendeu que, além de ser pago só uma vez, o valor não integraria o salário e, consequentemente, não se incorporaria ao FGTS, à aposentadoria nem ao 13º salário - explica.

Pio espera que a população entenda que a greve é necessária para categoria.

- Os banqueiros é que deveriam explicar porque a população vai ficar sem os serviços. Os bancos tiveram este ano um lucro de 40% e estão negando um reajuste de 16%. - conta o sindicalista. 

  • * Com informações da Agência Brasil

 

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