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A expectativa é de que região da Praia Alegre também seja liberada antes da Festa Nacional do Marisco

Penha- A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) publicou na sexta-feira (17) nota técnica em que libera a coleta e o consumo de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões nos cultivos de Armação do Itapocorói. Na Praia Alegre, a expectativa é de que na próxima semana novas análises da água permitam o fim da interdição antes da 21ª Festa Nacional do Marisco.

A queda na concentração da toxina paralisante (PSP) nos cultivos de Penha já vinha sendo constatada em análises anteriores, mas a coleta e o consumo permaneceram proibidos, inclusive nos costões. A medida, segundo o pesquisador da Univali Gilberto Manzoni, atende à medida de precaução para garantir a qualidade do produto. Depois que é constatado o fim do fenômeno conhecido como "maré vermelha", os mariscos estão em condições de ser consumidos:

- A presença [da toxina] diminuiu muito. Pela legislação até poderia ser liberado, mas por precaução continuou interditado - explica o professor que também é diretor técnico da Cooperativa de Maricultores de Penha (Coopermape).

Na Penha, o Laboratório do IFSC/Itajaí analisa a presença da toxina PSP em cultivos da Praia Alegre e da Armação do Itapocorói. A Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca também mantém a interdição das áreas de cultivos de ostras, vieiras, mexilhões e berbigões nas localidades do Canto da Praia, em Itapema; Barra e Laranjeiras, em Balneário Camboriú. No restante do litoral catarinense a coleta e o consumo já estão liberados.

- Orientamos que os consumidores, caso encontrem moluscos disponíveis no comércio, mercados públicos, peixarias, restaurantes de áreas não autorizadas para o comércio ou sem registro de inspeção no órgão da agricultura competente no rótulo dos alimentos, denunciem à Vigilância Sanitária Municipal - afirma a nota técnica da Cidasc.

(Fonte: Cidasc)

Santa Catarina é o único estado integrante do Programa Nacional de Controle Higiênico-Sanitário de Moluscos Bivalves (PNCMB), que realiza o monitoramento permanente das áreas de cultivo para detecção de fitotoxinas e algas produtoras de toxinas.

A ingestão de moluscos bivalves contaminados com estas toxinas pode causar sintomas como diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, perda de sensibilidade nas extremidades do corpo e, em casos severos, paralisia generalizada e óbito por falência respiratória.

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