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Apesar de não haver unanimidade na avaliação dos comerciantes ouvidos pela reportagem, movimento em tempo de crise é satisfatório.  Nesta semana, comerciantes de Barra Velha, Balneário Piçarras e Penha fizeram uma avaliação da temporada para o Expresso das Praias. Segundo a maioria dos empresários ouvidos pela reportagem, diante do cenário atual, o movimento é considerado satisfatório.

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Comércios de vestuário, hotéis, bares e restaurantes são os setores que mais geram vagas temporárias nesta época do ano. As empresas que optaram por permanecer com o quadro normal de funcionários ampliam a jornada de trabalho com o pagamento de horas extras  .

Com a chegada de turistas e veranistas na região, as vendas aumentam em relação à baixa temporada, mas não devem ultrapassar os índices alcançados no ano passado.

Entre os corretores e investidores do setor, a notícia foi recebida com pessimismo. De acordo com eles, as novas regras do programa prejudicam os negócios imobiliários do município, já que o alto custo dos terrenos, materiais e mão de obra na região dificultam a venda de casas populares por preços inferiores a R$ 145 mil.

Montar o próprio negócio depois de perder um emprego formal tem se tornado algo cada vez mais comum.  Enquanto as médias e grandes empresas mais demitem do que contratam, os pequenos negócios registram crescimento.  

Empresa distribuidora de combustíveis acredita poder dobrar até o final do ano o faturamento da unidade operacional instalada do município, reestruturada no mês de outubro. Hoje, segundo dados da própria empresa, o faturamento mensal da unidade é de R$ 9 milhões de reais.

Os direitos e deveres dos ambulantes estão assegurados por meio da lei municipal nº 414 de 12 de novembro de 2001. Neste ano, a Prefeitura Municipal de Barra Velha vai emitir 100 alvarás temporários para ambulantes. As permissões são destinadas aos vendedores que não possuem ponto fixo de vendas, mas sim para aqueles que circulam a pé pelas orlas do município.

            Pessoa física será liberada para venda de produtos de origem artesanal e bebidas industrializadas. Outros itens como sorvete, picolé e algodão doce serão autorizados somente para empresas estabelecidas no município. Para ter acesso aos alvarás, os ambulantes precisam apresentar documentação pessoal e comprovante de residência de Barra Velha, salvo para vendedores de produtos artesanais.

            O custo médio para a emissão da licença temporária é de 290,00 reais e tem validade de quatro meses. Todos os ambulantes que possuem a licença receberão um colete de identificação para facilitar o trabalho dos fiscais. A partir do dia 20 de novembro as licenças serão liberadas e a fiscalização será diária, inclusive nos finais de semana e feriados.

            De acordo com o coordenador de Arrecadação, Renato Ferreira, a equipe de fiscais já está atuando no município, “os fiscais estão orientando e notificando os vendedores ambulantes que estão trabalhando irregularmente, a partir do dia 20 será realizada a fiscalização de postura e o ambulante irregular terá a mercadoria apreendida e será multado”, explicou.

            A prefeitura ainda deve fornecer licença para prestação de serviços como aluguel de caiaques, pranchas de stand up, cadeiras de praia e guarda-sóis. Os alvarás temporários serão emitidos conforme a demanda de banhistas. Para o coordenador, os principais beneficiados com a liberação dos ambulantes são os turistas, “esse tipo de comércio gera pouca receita para o município, optamos por ter um limite de ambulantes para não prejudicar os comerciantes que possuem ponto fixo na cidade e se mantêm no inverno para conseguir aumentar as vendas na temporada”, concluiu.

Com a chegada da temporada de verão, a procura por aluguéis de casas nas cidades litorâneas aumenta significativamente. Em Barra Velha a procura está maior que a oferta. De acordo com o corretor de imóveis que atua há 11 anos na cidade, Cleber Antônio dos Santos, 99% da procura são no mesmo período, 10 ou 12 dias entre natal e ano novo, e pouca no carnaval, no restante do ano não existe procura.

Segundo ele, a média de preços para a locação diária é de 350,00 reais. A maioria dos proprietários decide alugar por diárias para pagar despesas anuais do próprio imóvel, como IPTU e taxa de lixo. “O aluguel diário/temporada é para sanar problemas financeiros pontuais, é uma alternativa para quem quer um alivio nas contas, mas ter um imóvel só para aluguel de temporada em Barra Velha não vale a pena”, explicou.

            Para o proprietário Fábio Moisés, o motivo de alugar a casa é levantar dinheiro para fazer reparos no próprio imóvel. Fábio explica que com o valor de 450 reais por dia ele vai reformar a estrutura para que possa usufruir com a família no restante do ano. “O aluguel diário no meu caso se tornou muito mais viável do que o aluguel mensal, eu e minha família moramos na parte de cima e vamos alugar a parte de baixo da casa por uns dias, se fosse alugar o ano inteiro ninguém teria privacidade além de eventuais incômodos”.

Piçarras - A chegada do verão e da alta temporada pode significar uma boa possibilidade de negócios para quem tem um imóvel no litoral. Em Piçarras, quem decide colocar sua casa ou apartamento para aluguel na temporada pode ver sua renda aumentar entre 400 a mais de 1500 reais por dia entre o natal e o ano novo.

Os valores das diárias variam de acordo com o tamanho e as características de cada imóvel. A proximidade com a praia, o número de quartos, vagas de garagem, o bairro e outras facilidades, como piscina, por exemplo, influenciam em quanto à diária vai custar ao locatário e quanto vai render ao proprietário.

Conforme levantamento feito pelo Expresso das Praias junto a imobiliárias da cidade, uma casa pequena de dois quartos, a cerca de 200m da praia, tem diária média de 400 reais entre o natal e o ano novo em Balneário Piçarras. Já uma grande casa à beira da praia, com quatro quartos e com piscina pode chegar a custar 1700 reais por dia.

Os valores são parecidos para quem prefere alugar um apartamento. Um apartamento de um quarto, com mobília completa, na área central de Piçarras pode custar R$ 300 reais por dia. Já um apartamento alto padrão na avenida principal chega a custar cinco vezes mais: R$ 1500.

Cuidados ao alugar

Quem decide colocar seu imóvel para aluguel durante a temporada, porém, precisa ter cuidado para que a chance de ganhar uma renda extra não se torne em dor de cabeça. Quem alerta são os próprios corretores, que recomendam sempre que o proprietário busque uma imobiliária para fazer a negociação.

Cuidados no contrato como o número máximo de pessoas que pode ocupar a casa e a obrigatoriedade do locador devolver a casa no mesmo estado em que ela foi entregue são precauções fundamentais que devem estar explicitadas nos contratos de locação. Cuidados também são necessários com objetos deixados dentro das casas a apartamentos.

- A gente pede para nunca deixar coisas de mais. Se a casa tem capacidade para seis pessoas, deixa seis pratos, seis talheres. Nunca coisas a mais. Não deixar muito utensílios, nada de muita decoração, vasos – explica Thadeu Luka Vieira, responsável pelo setor de locação de uma das imobiliárias locais.

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