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Moradores de rua são o foco principal do projeto e estão sendo cadastrados

Barra Velha – Após ser considerado inocente e sair da cadeia, Josinei Oliveira dos Santos encontrou na reciclagem a chance de recomeçar sua trajetória. Em seis anos trabalhando com a coleta e venda de latinhas, papelão e outros materiais, Neizinho, como é conhecido, precisou mudar recentemente para um galpão ainda maior, onde expandiu o negócio. Além de contribuir para a destinação correta de resíduos, a atividade se tornou a única fonte de renda para muitas pessoas e para a maior parte dos moradores de rua. Agora eles poderão integrar uma cooperativa, que está sendo articulada pela Assistência Social do município. 

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Modelos adotados em outras cidades estão servindo de base para a iniciativa local. 

A secretária e primeira dama Soneiva "Sol" Cruz conheceu em Joinville  a iniciativa da Associação de Trabalho Ecológico dos Catadores e Recicladores (Assecre):

- É importante conhecer um projeto que deu certo na maior cidade do estado e ouvir sugestões para colocar em prática aqui também - afirma. 

Segundo ela, a ideia é reunir aqueles que já fazem a coleta individual para que juntos possam trabalhar em um local apropriado à separação, armazenamento e venda do material reciclável. Já a coleta do material poderá ser feita por um caminhão próprio da prefeitura duas vezes na semana.

Para concretizar o projeto, existe a pretensão de que a Prefeitura doe um terreno e busque recursos para a construção do galpão.  

Durante este mês de maio, a equipe realiza levantamento para saber quantos moradores de rua há na cidade e quantos pretendem participar do projeto. A secretária conta que em conversa prévia já obteve resposta positiva de alguns.

- Não podemos impor deveres aos moradores de rua e catadores sem antes dar um respaldo. Isso assustaria. Quero mostrar alternativas para que eles consigam recuperar uma vida digna.

Sol Cruz explica ainda que uma cooperativa vai oferecer salário e direitos que as leis trabalhistas asseguram. A proposta é de que a prefeitura oriente a criação da entidade, que deverá ser gerida pelos próprios cooperados.

Para Neizinho, a iniciativa do poder público é louvável e dará um grande passo para a reconstrução de muitas vidas: - Depois que eu consegui me estabilizar chamei umas dez pessoas pra trabalhar comigo. As pessoas devem entender que isso não é lixo. Tudo é reaproveitado e vendido. Não dá pra ficar rico, mas é uma grande oportunidade em mãos - revela o ex-preso que encontrou na reciclagem a chance de recomeçar.

 

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