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Em reunião de 04 horas, poucas questões foram esclarecidas para população que não foi chamada a participar do processo

Piçarras - O colegiado que elabora a revisão do plano diretor voltou a se reunir com a comunidade no primeiro dia de março para debater o projeto de lei que deve entrar em pauta ainda neste mês na Câmara de Vereadores. Foram necessárias quatro horas para discutir as principais dúvidas da população que, no início, parecia bastante perdida sobre o que de fato trata o Plano Diretor. Muitos confirmaram nem sequer ter lido o projeto de lei antes do debate.

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A reunião contou com a presença dos delegados dos setores representados no colegiado, vereadores e muitos populares. Ânimos exaltados e assuntos irrelevantes foram as tônicas do início do encontro. Após duas horas, iniciou-se a explicação sobre a construção de grandes prédios próximo à orla. O assunto é a principal polêmica levantada pela comunidade que não deseja o sombreamento na praia.

Segundo Éder Pereira, vice presidente do colegiado, o que está acontecendo é um erro de comunicação, pois, para ele, o colegiado tem defendido a mesma ideia que a população. Ele explica que o novo Plano Diretor prevê o escalonamento de prédios nas quadras próximas à faixa de areia. Na primeira faixa de frente para o mar será permitida a construção de até três pavimentos. Depois serão liberados 6, 12 e 19 pavimentos. Em algumas regiões está prevista a outorga onerosa, onde o construtor poderá aumentar o tamanho do prédio desde que pague um valor extra.

Atualmente não há escalonamento. A altura máxima permitida é de cinco pavimentos.

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Rosane Massolini, moradora do Bairro Itacolomi, destaca que a reunião foi importante para que o conselho gestor e os vereadores presentes pudessem ouvir a preocupação da comunidade. A moradora tem sido uma das principais vozes da população em discussões polêmicas como o Plano Diretor e a revisão da planta de valores. Ela diz que ainda está preocupada com a construção de grandes prédios próximo à orla.

- Entendemos que o plano diretor, na teoria, atende às expectativas dos investidores da área da construção, mas a infraestrutura não pode ser paga por todos para o lucro de poucos. Por isso propomos que os investidores imobiliários paguem os custos de implantação da infraestrutura, para posteriormente edificarem seus projetos.

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