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Primeiro, em abril, a Amazon confirmou que parte dos áudios gravados de interações de usuários com sua assistente pessoal Alexa era ouvida por funcionários, que tinham a tarefa de digitar o que era falado nas conversas em sistemas específicos, a fim de melhorar o entendimento da assistente dos idiomas e interações.

Em julho, foi a vez do Google, que também admitiu a prática com seu Google Assistant. A empresa reforçou que toma medidas para proteger a identidade das pessoas cujos áudios são analisados, mas por fim, acabou suspendendo o programa de transcrição de conversas por três meses, na União Europeia.

Então, em agosto, descobriu-se que Microsoft, Facebook e Apple também adotam práticas semelhantes. A Microsoft reforçou que somente utiliza as gravações de interações com a Cortana e o tradutor do Skype com autorização, e respeitando a privacidade dos usuários; já a Apple anunciou que suspendeu o programa de análise de gravações da Siri, e que no futuro permitirá que os usuários escolham se desejam participar do programa ou não; o Facebook admitiu que pagou terceiros para analisar e transcrever áudios trocados por meio do aplicativo Messenger, mas também anunciou a interrupção da prática.

A análise e transcrição de dados das interações por voz com estes recursos e assistentes pode até ser justificável do ponto de vista tecnológico, no sentido de melhorias dos serviços, algoritmos e mais. Mas de que forma garantir e respeitar de fato a privacidade, segurança, e confiança dos usuários, envolvendo humanos no processo?

Author: George MenezesEmail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
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