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Somos as crianças que choram e as que ainda vão chorar?

Porque não encontram mais a vida, lá na casa da vovó.

Somos pequenos para entender que não adianta procurar,

E não haverá mais resposta para o nosso profundo chamar.

Quem irá nos buscar na escola e a quem poderemos contar?

As histórias que somente o vovô sabia ouvir com carinho.

Oh, mundo cruel e mesquinho porque vais me castigar?

Se a pior lição desta vida, hoje, você acabou de me aplicar!

Por favor, Papai do céu, somos teus filhos e agora netos,

E ainda não compreendemos o que está acontecendo.

É mentira! A vovó foi ao médico e logo ela vai voltar,

Vai fazer o meu lanchinho e depois colocar-me para deitar.

Doutor, sem o amor de meus avós não saberei o caminho.

Por que meus grandes heróis partiram sem me dar adeus?

Covardemente, derrotados, para um minúsculo monstrinho?

Nas horas difíceis eram eles quem nós tínhamos de melhor.

Quem enxugará nossas lágrimas e qual explicação vão nos dar?

A vocês autoridades que tudo sabem eu preciso perguntar:

Cadê o meu vovozinho que hoje não veio comigo brincar?

Eu sei que para sarar a dor terei apenas meu pequeno coração,

Que já suportou a triste despedida, sem abraços e sem aviso.

Prometo que serei forte para clamar em minha singela oração:

Querido, Senhor, guarde bem o meu vovô, contigo no paraíso!

Author: Gilberto Cardozo
Jornalista, corretor de imóveis, poeta, ator, músico e apaixonado por Balneário Piçarras. Já trabalhou como secretário de turismo e organizador dos festivais de teatro e música em Piçarras. É presidente da Associação Terapêutica Sítio Caminho Novo e membro da Comissão de Meio Ambiente do Conseg.
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